O professor Márcio Neves, atual secretário de Educação de Camaçari, pode estar de saída da pasta após uma série de desgastes acumulados nos últimos meses. O petista, que se licenciou da Câmara de Vereadores para assumir o cargo, enfrenta críticas de pais, professores e da comunidade escolar, e já se fala em seu retorno ao Legislativo a qualquer momento. A informação é do portal Mais Região.
A possível exoneração de secretários havia sido antecipada pelo Camaçari Fatos e Fotos (CFF), com exclusividade, no início de junho. Naquela ocasião, o CFF revelou que o prefeito Luiz Caetano não estava satisfeito com os atrasos em algumas áreas e alertou que mudanças poderiam ocorrer caso as metas não fossem cumpridas. Agora, cerca de dois meses depois, os rumores de demissões começam a se confirmar.
No caso de Márcio, os problemas se acumulam e as soluções são lentas. Entre as queixas mais recorrentes estão a falta de merenda escolar em diversas unidades, atraso na entrega de fardamento e material didático, problemas no transporte escolar e a polêmica em torno do “Kit Chuva”. A paralisação dos professores, que reivindicam o pagamento do piso salarial de forma linear, ampliou a pressão.
Até mesmo o chamado “faxinaço” nas escolas gerou questionamentos, já que pais e mães indagaram por que não havia funcionários contratados para a limpeza. Houve também quem interpretasse a ação, marcada para acontecer nos mesmos dias da paralização dos professores, era apenas uma forma de abafar a insatisfação da categoria e evitar mais desgastes. Se era, não funcionou.
.Em entrevista recente ao portal Sub, Neves reconheceu que há problemas, mas solicitou compreensão da comunidade, afirmando que as ações precisam seguir os ritos burocráticos e que todas as decisões são tomadas com base em estudos, projetos e planejamento. Na mesma entrevista ele declarou que o novo kit escolar, quando for entregue, vai agradar a toda população… Mas não citou prazos.
A situação reforça o alerta feito pelo CFF: Luiz Caetano tem cobrado resultados e não hesitará em trocar nomes do primeiro escalão se considerar necessário. O recado para o secretariado é claro — quem não entregar, está fora. Caso a saída de Márcio se confirme, será a primeira mudança no secretariado após o alerta dado pelo CFF. Mais que uma troca de comando, a possível decisão representará uma estratégia para conter desgastes e mostrar que, neste governo, espaço é garantido apenas a quem trabalha em sintonia com as demandas da população.

