POLICLÍNICA

SUS faz 4,4 milhões de mamografias e amplia acesso ao exame para mulheres a partir dos 40 anos

0d9a1826a
Mamografia, uma das formas de detecção do câncer de mama (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Compartilhe essa matéria:

O SUS realizou 4,4 milhões de mamografias em 2025, quase 30% a mais do que cinco anos antes, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (29). O governo também ampliou a faixa etária de acesso ao exame para mulheres sem sintomas, que passou a abranger dos 40 aos 74 anos. Antes, a orientação contemplava a faixa dos 50 aos 69 anos.

A mudança permite que mais mulheres procurem a rede pública para investigar possíveis alterações nas mamas antes do aparecimento de sintomas. A entrada no sistema ocorre pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), responsáveis pela avaliação inicial e pelos encaminhamentos.

O aumento no número de exames, porém, não elimina as dificuldades de acesso ao diagnóstico. Para atender regiões com menor oferta de especialistas, o Ministério da Saúde passou a utilizar unidades móveis com equipamentos para mamografias, ultrassonografias e biópsias.

De acordo com o governo, essas estruturas atenderam mais de 189 mil mulheres em todo o país. Em 53 municípios, as filas para mamografia foram zeradas.

Cirurgias aumentaram 13,7%

O crescimento também aparece nos procedimentos realizados após o diagnóstico. Em 2025, o SUS registrou 63,6 mil cirurgias relacionadas ao câncer de mama, número 13,7% superior ao de 2023.

Desse total, 19,4 mil foram reconstruções mamárias, procedimento realizado para recompor a mama após retirada parcial ou total. O número superou o de mastectomias, que chegaram a 18,3 mil no mesmo ano.

O valor de referência pago pelo SUS para reconstrução passou de R$ 700 para R$ 4,5 mil. A rede pública conta atualmente com 176 hospitais habilitados para atendimento oncológico de alta complexidade.

Diagnóstico ainda é desafio

Entre as medidas anunciadas para reduzir a espera pelo diagnóstico está a criação de uma estrutura de análise de biópsias por telemedicina, desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o A.C.Camargo Cancer Center.

A previsão do Ministério da Saúde é reduzir de 25 para cinco dias o tempo médio de diagnóstico, meta que ainda depende da implementação e dos resultados do serviço.

O governo também anunciou a oferta de 23 novos medicamentos oncológicos até dezembro.

Mulheres que perceberem caroços, secreções ou alterações persistentes na pele das mamas devem procurar uma UBS para avaliação, independentemente da idade ou da data prevista para o próximo exame.

Mais lidas