A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), informou que acionou a Polícia Federal (PF) para investigar a autoria e a extensão da invasão que enviou alertas para milhares de brasileiros na madrugada deste sábado, 20.
Segundo nota da secretaria, o órgão tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas.
A principal linha de investigação aponta para um ataque hacker coordenado. A plataforma de envios do sistema Defesa Civil Alerta foi tirada do ar preventivamente e a secretaria disse, em nota, que trabalha para religar o sistema o mais rápido possível, “quando todas as condições de segurança forem restabelecidas”.
Nesta madrugada, por volta de 1h30, milhares de pessoas foram surpreendidas por um “alerta extremo” enviado aos celulares pelo sistema da Defesa Civil. Além de uma sirene alta, a mensagem de texto continha apenas a palavra “misantropia” – termo que significa aversão ou ódio à humanidade.
Como funciona o sistema
O sistema da Defesa Civil foi criado para o envio alertas reais de desastres em áreas de risco iminente, como em caso de alagamentos ou outros eventos climáticos extremos que necessitem que a população seja alertada. Em setembro do ano passado, uma série de testes foram realizados durante a implementação do sistema.
Para receber as mensagens, não é necessário fazer cadastro prévio. Os alertas são enviados conforme a cobertura do sinal do celular nos aparelhos compatíveis com as redes 4G e 5G.
O alerta extremo é considerado pela Defesa Civil como o mais grave. Por ser considerado de urgência imediata, o alarme vai soar mesmo se o aparelho estiver no modo silencioso.

