A Polícia Civil da Bahia investiga a disseminação de notícias falsas sobre HIV, mpox, regulação de pacientes e outros temas sensíveis relacionados à saúde pública. A corporação destaca que a divulgação de fake news sobre o tema é uma ação criminosa, capaz de induzir a população ao erro, causar pânico social e comprometer a orientação correta dos usuários do SUS em assuntos que exigem precisão técnica e compromisso com a saúde coletiva.
As apurações e demais providências foram discutidas em reunião realizada na última segunda-feira (4), em Salvador, com a participação de representantes da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), da Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE), além da Polícia Judiciária.
A investigação ocorre a partir da coleta de dados com o uso de recursos tecnológicos. Além da ação policial, a Polícia Civil orienta que a população também colabore por meio do Disque Denúncia da SSP-BA, pelo telefone 181. Para isso, é importante reunir provas, como capturas de tela, para o registro da ocorrência.
Entre as informações falsas disseminadas, os casos mais graves envolvem HIV e mpox, já que conteúdos enganosos podem comprometer a prevenção, dificultar o diagnóstico, afastar pessoas dos serviços de saúde e prejudicar a adesão às orientações oficiais. Já nas postagens sobre regulação de pacientes, a polícia aponta indícios de uso distorcido de informações para confundir a população sobre o funcionamento da rede assistencial.
A Polícia Civil orienta que todos que se depararem com notícias falsas ou desinformação “não compartilhem o conteúdo e busquem verificar a veracidade em sites oficiais ou em plataformas de checagem, como aosfatos.org, lupa.uol.com.br e boatos.org”.
As apurações contam com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e da Coordenação de Inteligência Cibernética (Cyberlab), vinculada ao Departamento de Inteligência Policial (DIP).

