Na tentativa de reduzir o poder de atuação do tráfico e impedir a tomada de decisões a partir dos presídios, uma operação integrada transferiu, nas últimas horas, cinco líderes de facções criminosas da Bahia para presídios federais de Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS).
A ação é respaldada pela Lei Antifacção, sancionada este ano, e foi realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio dos Grupos de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e de Execução Penal (Gaep), em conjunto com as Secretarias Estaduais da Segurança Pública (SSP) e de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), além da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Segundo o MP-BA, os cinco detentos possuem envolvimento direto com tráfico de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro e corrupção de menores, entre outros crimes.
O Ministério Público informou ainda que três dos detentos são ligados a uma facção criminosa do Rio de Janeiro e teriam tentado, sem sucesso, “empregar em localidades baianas o modus operandi de domínio territorial realizado em estados da região Sudeste do Brasil”.
Os outros dois integram um grupo que atua em parceria com uma organização criminosa de São Paulo. Além do envolvimento com tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e mortes violentas, segundo o MP-BA, a dupla está diretamente ligada ao desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro, caso investigado pelas forças de segurança da Bahia.
“Ressalto sempre que jamais permitiremos que o Estado seja subjugado por faccionados. Iniciamos a semana com mais esta ação integrada entre as Forças Estaduais e Federais, contra o crime organizado”, enfatizou.

