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“Tem que pegar os grandes tubarões”, diz Jaques Wagner sobre Operação Overclean

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O senador Jaques Wagner (PT) defendeu que a Operação Overclean, conduzida pela Polícia Federal, vá até o fim e alcance os “grandes tubarões” por trás dos esquemas de corrupção e desvio de dinheiro público. A declaração ocorreu durante evento na União dos Municípios da Bahia (UPB), nesta semana, pouco depois de novos nomes serem divulgados, entre eles prefeitos do PSD no sul da Bahia, partido da base aliada do governo.

“Eu acho que toda operação policial tem que ir até o final e, principalmente, não pegar só bagrinho. Tem que pegar os grandes tubarões, que comandam a corrupção e o desvio do dinheiro público. Essa, pra mim, é a obrigação de qualquer investigação”, disse o petista durante a cerimônia que autorizou a construção de quatro Policlínicas Regionais.

Wagner reforçou que não torce por “caças individuais”, mas por uma apuração sem interferências políticas. “Eu não fico torcendo pra bater em fulano ou ciclano. O que eu torço é pra que não haja nenhuma ingerência política e que a Overclean vá até o final, doa a quem doer. Eu sei que tem muita gente nervosa, talvez sem dormir, mas devia ter pensado nisso antes de fazer a coisa errada”, afirmou ele.

A fala do senador, um dos principais nomes do PT na Bahia e no Brasil, reforçou o posicionamento também expressado pelo presidente Lula de que o combate à corrupção deve ser amplo, irrestrito e suprapartidário.

Operação mira fraudes em emendas e contratos públicos

Em sua sétima fase, a Operação Overclean, que começou em 2024, investiga uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de verbas e lavagem de dinheiro. As apurações apontam que parte dos recursos desviados vinha de emendas parlamentares destinadas a municípios baianos, movimentando um esquema que envolve empresários e agentes públicos.

As ações da Polícia Federal já atingiram políticos de oito partidos — União Brasil, MDB, PP, PSD, PSDB, PT, Republicanos e Solidariedade e  vêm provocando repercussões em diferentes regiões do estado.

Entre os nomes mais conhecidos estão:

Dal Barreto (União Brasil) – deputado federal que teve o celular apreendido na sexta fase da operação, sob suspeita de envolvimento em fraudes com emendas parlamentares.

Alan Machado França (PSB) – prefeito de Boquira, afastado do cargo durante uma das fases da operação.

José Marcos de Moura, empresário baiano conhecido como “Rei do Lixo”, apontado como articulador do esquema, com atuação em contratos de coleta e limpeza urbana em cidades como Ibipitanga, Boquira e Macaúbas, e ligações com políticos de diferentes legendas.

Além deles, outros prefeitos e ex-prefeitos de municípios como Ibipitanga e Novo Horizonte também foram afastados ou se tornaram alvos de mandados da PF nas etapas mais recentes da operação.

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