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VIXE – Durante homenagem pedagoga surda denuncia falta de intérpretes de Libras na Câmara de Camaçari

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Durante a entrega de uma Moção de Aplauso na Câmara Municipal de Camaçari, nesta terça-feira (16), a pedagoga surda Graziele Moraes da Silva Matias denunciou a ausência de intérpretes de Libras suficientes para garantir acessibilidade em diversos orgãos municipais, inclusive na Casa Legislativa.

Homenageada por iniciativa da vereadora Neidinha, a pedagoga também é vice-presidente da Associação de Surdos de Camaçari. Segundo ela, o município tem cerca de 12 mil pessoas surdas, incluindo aproximadamente 800 crianças, mas ainda carece de estrutura adequada para atender essa população.

“Não tem nada a ver com política partidária, e sim política social, respeito à vida, cuidado com a comunidade local. Eu quero agradecer a vocês, mas me senti triste hoje pela falta de acessibilidade nesta Casa. A Câmara tem apenas um intérprete, e isso é descumprimento de lei. É obrigatório ter ao menos dois, o certo é ter três. Em várias áreas do nosso município está faltando, e quem sofre com isso é o surdo”, disse Graziele, em fala traduzida pela intérprete Kleide Raimunda Gomes Moraes.

Ela lembrou que a luta por acessibilidade é antiga: “Estamos lutando desde 2012, não é uma associação nova. Eu sou pedagoga e até para mim, como profissional de educação, é difícil entrar. Eu sou a única pedagoga surda da cidade”.

A intérprete Kleide também aproveitou o espaço para reforçar a denúncia: “Não é a primeira vez que acontece. Na gestão anterior também aconteceu, e nós precisamos lutar para que mudasse. Gestão da Casa, eu estou falando, gestão de Câmara de Vereadores. E nós não vamos nos calar de novo”.

Após as falas, a vereadora Neidinha se comprometeu a dialogar com a Mesa Diretora da Câmara para buscar soluções. Já o presidente em exercício da sessão, vereador Elias Natan, rebateu a acusação afirmando que a Lei 926/2008 não estabelece número mínimo de intérpretes a serem contratados. “Entendemos que podemos ampliar, mas nesse momento a Casa está cumprindo, uma vez que temos um intérprete”, declarou.

A resposta de Natan foi imediatamente contestada pela intérprete Kleide, que destacou que a legislação assegura pausas regulares durante o trabalho. “A lei garante um tempo de intervalo de 20 em 20 minutos. Ela tem direito de descansar”, lembrou, reforçando que o cumprimento desse direito é inviável quando apenas uma profissional é responsável por toda a sessão, que costuma durar cerca de três horas.

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