” border=”0″ alt=”Ministro havia encaminhado pedido de parecer à PGR e agora decide por colocar o ex-presidente golpista no ‘cabresto curto’. Créditos: Pedro Ladeira/Folhapress ” title=”Ministro havia encaminhado pedido de parecer à PGR e agora decide por colocar o ex-presidente golpista no ‘cabresto curto’. Créditos: Pedro Ladeira/Folhapress ” />
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e relator da ação penal da tentativa de golpe de Estado que tramita na Corte, acaba de determinar que a residência de Jair Bolsonaro (PL) em Brasília seja monitorada por agentes de segurança durante 24 horas por dia a partir de agora. Distante apenas 10 minutos de carro da embaixada dos EUA, o grande receio que havia até o momento era o de que o ex-presidente, mesmo com tornozeleira eletrônica, saísse do imóvel e chegasse à referida representação diplomática, onde receberia asilo e estaria fora do alcance da Justiça.
O caso foi denunciado pela Fórum com exclusividade no último domingo (24), que comprovou com fontes ligadas à Polícia Federal que o líder extremista estava sem campana no condomínio de luxo onde vive atualmente, em regime de prisão domiciliar. A cobertura teve como ponto de partida o ofício encaminhado ao STF e à PF pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que há semanas vinha falando do assunto.’
“O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”, despachou o ministro na ordem judicial.
Na tarde de segunda-feira (25), pouco mais de 12 horas após a publicação da Fórum sobre a situação de falta de vigilância sobre Bolsonaro, Moraes oficiou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que desse um parecer em relação ao caso, num prazo de cinco dias. Gonet, no entanto, respondeu poucas horas depois sinalizando positivamente sobre a medida.
A Polícia Penal do Distrito Federal, que é um órgão subordinado ao governo do DF e não à União, é quem ficará incumbido de evitar qualquer eventual fuga do réu principal da ação penal da tentativa de golpe de Estado. O julgamento de Bolsonaro e de outros sete corréus começará na terça-feira que vem (2) e tem previsão de estar encerrado dez dias depois, no dia 12 de setembro, uma sexta-feira.
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