A BYD está prestes a completar o quadro de 4 mil colaboradores diretos brasileiros na unidade de Camaçari. Mas a relação com as empresas e os funcionários terceirizados ainda segue gerando preocupação. Na última sexta-feira (8), trabalhadores da construção civil que atuam nas obras de ampliação do complexo no município realizaram um protesto em frente à fábrica.
Segundo o Sindicato Livre dos Trabalhadores da Construção Civil, Montagem e Manutenção de Camaçari, entidade que organizou o movimento, a paralisação faz parte da campanha salarial de 2026 dos funcionários terceirizados da empresa.
O sindicato informa que, entre as reivindicações da categoria, estão o aumento salarial acima da inflação — os empregadores ofereceram um reajuste de 3,5%, considerado insuficiente pelos trabalhadores —, melhores condições de trabalho, incluindo segurança, equipamentos adequados e ambientes dignos, além da ampliação de benefícios, como assistência médica, transporte e alimentação.
Essa não é a primeira manifestação da categoria na fábrica, inaugurada em outubro de 2025. Em dezembro do mesmo ano, os trabalhadores terceirizados realizaram um protesto semelhante, cobrando melhores condições de trabalho.
Em trechos da mobilização divulgados nas redes sociais, o sindicato afirma que o movimento realizado na sexta-feira “é só um ensaio do que pode acontecer”, caso os patrões mantenham a mesma proposta de reajuste apresentada anteriormente.
Apesar de reunir dezenas de funcionários em frente à BYD, o funcionamento da fábrica não foi alterado pelo protesto. Na ocasião, ficou definido o retorno dos profissionais às atividades nesta segunda-feira (11).

