” border=”0″ alt=”Produção está sendo realizada no Parque Tecnológico de Camaçari, no SENAI-CIMATEC (Foto: Agência Petrobras/Divulgação)” title=”Produção está sendo realizada no Parque Tecnológico de Camaçari, no SENAI-CIMATEC (Foto: Agência Petrobras/Divulgação)” />
A tecnologia OD OBN registra ondas sísmicas propagadas e refletidas nos reservatórios de petróleo ao longo das campanhas sísmicas que, processadas por supercomputadores, melhoram a análise e previsão em novas fronteiras exploratórias. Na prática, esse é um equipamento de alta tecnologia, que auxilia na otimização da produção de petróleo e começa a ser fabricado pela primeira vez no Brasil.
A produção está sendo realizada no Parque Tecnológico de Camaçari, no SENAI-CIMATEC, em um projeto desenvolvido em parceria com Shell e Sonardyne e com o apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para isso, a Petrobras investiu cerca de 200 milhões de reais, aproximadamente metade do custo total do projeto. A expectativa é fabricar 660 nós sísmicos até fevereiro de 2026.
A fabricação dos nós de registros sísmicos submarinos OD OBN (on-demand ocean bottom nodes), utilizados no monitoramento sísmico de campos marítimos, especialmente do pré-sal acontecia no exterior e a Petrobras dependia exclusivamente da importação desses equipamentos para mapear as camadas geológicas do subsolo. Com a produção nacional, a Sonardyne, fabricante do equipamento, já emprega cerca de 60 trabalhadores brasileiros desde julho deste ano na nova planta de produção em Camaçari, que é considerada como um dos principais centros tecnológicos do país.
Até a consolidação da produção da tecnologia em Camaçari, a fase de pesquisa e desenvolvimento durou quase sete anos. Com o sucesso do projeto, o protótipo brasileiro já foi testado no campo de Búzios, em águas ultra profundas da bacia de Santos, com resultados promissores.
De acordo com a Petrobras, a sísmica 4D tem sido utilizada nas últimas duas décadas para otimizar novas perfurações de poços em regiões ainda não produzidas. Além de auxiliar na produção, a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, explica que a inovação “mantêm a empresa na vanguarda tecnológica da indústria, com operações nos campos do pré-sal de baixo fator de emissão de carbono”.
” border=”0″ alt=”Equipamento de alta tecnologia, que auxilia na otimização da produção de petróleo e começa a ser fabricado pela primeira vez no Brasil (Foto: Agência Petrobras/Divulgação)” title=”Equipamento de alta tecnologia, que auxilia na otimização da produção de petróleo e começa a ser fabricado pela primeira vez no Brasil (Foto: Agência Petrobras/Divulgação)” />

