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SALVADOR: Movimentos populares fazem ato por fim da escala 6×1 e taxação da renda dos ricos

Mobilização acontecerá no centro da capital baiana e marca o lançamento do Plebiscito Popular por Direitos (Foto: Reprodução)
Mobilização acontecerá no centro da capital baiana e marca o lançamento do Plebiscito Popular por Direitos (Foto: Reprodução)

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Mobilização acontecerá no centro da capital baiana e marca o lançamento do Plebiscito Popular por Direitos (Foto: Reprodução)

Mobilização acontece neste sábado (24), na Praça da Piedade, e marca lançamento do Plebiscito Popular por Direitos

Movimentos sociais, partidos de esquerda e centrais sindicais realizam neste sábado (24), em Salvador, um ato pelo fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho e taxação de pessoas com alta renda. A mobilização está marcada para as 10h, na Praça da Piedade, no centro da capital baiana, e marca o lançamento do Plebiscito Popular por Direitos.

A ação é organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com apoio de sindicatos, coletivos e outras organizações da sociedade civil. O objetivo é mobilizar a população para participar de uma consulta simbólica sobre temas que impactam diretamente o cotidiano da classe trabalhadora. A manifestação integra uma agenda nacional de ações para pressionar a aprovação de projetos e combate à desigualdade.

Uma das propostas é a taxação de grandes fortunas, que integra o projeto de alteração das alíquotas de Imposto de Renda. A proposta é do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e quer aumentar a faixa de isenção de IR dos atuais R$ 2.259,20 mensais de salário para R$ 5 mil. Para compensar as perdas de arrecadação, o mesmo projeto prevê o aumento dos impostos para quem recebe a partir de R$ 50 mil por mês, o atinge apenas 141 mil pessoas, no país inteiro.

O número equivale a 0,13% do total de declarantes do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e apenas 0,06% da população brasileira.

Outra reivindicação importante é o fim da escala 6×1, que obriga trabalhadores e trabalhadoras a cumprir seis dias seguidos de expediente para ter apenas um de descanso. A PEC que prevê a redução da jornada de trabalho para 4×3, sem redução de salários, está tramitando no Congresso. Graças à pressão popular, políticos da extrema direita que inicialmente se posicionaram contra o projeto, têm feito postagens mudando de opinião.

“A proposta é escutar o povo e fortalecer a luta por uma vida mais digna. O plebiscito se torna uma ferramenta de conscientização e pressão social para pautar temas urgentes como o excesso de jornada e a injustiça tributária”, afirma Lucinha do MST, secretária nacional de Movimentos Populares do PT.

O plebiscito popular é uma forma de consulta direta à população, sem caráter oficial, mas com o intuito de pressionar o Congresso Nacional a debater propostas que, segundo os movimentos, dificilmente avançariam sem mobilização social. Nos próximos meses, estão previstas votações simbólicas e debates em escolas, sindicatos, comunidades e locais de trabalho em diversas partes do país.

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