Morreu neste domingo o piloto de helicóptero e policial civil Felipe Marques Monteiro. Ele foi atingido por um tiro de fuzil durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, em 2025. Felipe atuava a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial uando a aeronave foi atingida por disparos de criminosos que atuavam na região.
Inicialmente socorrido no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, ele recebeu os primeiros atendimentos e teve diagnosticada a perda de aproximadamente 40% do crânio, enquanto estava em estado gravíssimo. Depois, ele chegou a voltar para casa e passou por outros procedimentos cirúrgicos nos últimos meses.
A viúva de Felipe Marques, Keidna Marques, publicou uma homenagem ao marido nas redes sociais:
“Um guerreiro do início ao fim. Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido”, diz a postagem.
O Governo do Rio e a secretaria de Polícia Civil lamentaram a morte do piloto e se solidarizaram com os familiares e amigos.
“Desde então, ele travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida, marcada pela força, fé e dedicação da família, especialmente de sua esposa, mobilizando colegas de profissão, amigos e todos os que torciam por sua recuperação”, diz trecho da nota.
Relembre o caso
Em março de 2025, o helicóptero da Polícia Civil onde Felipe estava foi alvejado por criminosos enquanto sobrevoava a favela Vila Aliança, na zona oeste do Rio. O policial levou um tiro de fuzil ao lado direito da testa, que atingiu o crânio dele.
O agente foi levado ao hospital em estado gravíssimo. No local, os médicos descobriram que ele havia perdido praticamente 40% do crânio. Posteriormente, ele foi transferido para uma unidade de saúde particular na zona sul do Rio.
Em outubro de 2025, a esposa de Felipe contou ao UOL que os médicos consideraram que o piloto teve sorte.
Algumas circunstâncias, como o fato de a bala ter entrado de baixo para cima e ter batido na janela do helicóptero antes de atingir a testa do policial, fizeram com que o tiro não fosse

