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Lula cobra revisão de erros e faz promessa para segundo turno

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Presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PT

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu aliados na segunda-feira, 5, em Brasília, para discutir a estratégia da campanha no segundo turno da eleição presidencial. Um dos presentes foi o governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

Na abertura do encontro, o petista afirmou estar convencido de que pode vencer a disputa e cobrou uma avaliação sobre os erros cometidos no primeiro turno.

Segundo participantes da reunião ouvidos pelo Poder 360, Lula defendeu que a campanha concentre esforços na identificação dos próprios problemas, em vez de priorizar críticas aos adversários. O presidente também afirmou que pretende ampliar o contato direto com os eleitores nos próximos dias.

Campanha quer ampliar contato com eleitores
Entre as sugestões apresentadas pelos aliados estão a busca por eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, o aumento da presença de Lula nas ruas, mais entrevistas em rádios e maior participação nas redes sociais. A campanha também definiu como uma das prioridades ampliar a votação do petista no Nordeste.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou após a reunião que os governadores eleitos no primeiro turno reafirmaram o compromisso com a campanha. Segundo ele, a nova etapa será marcada por maior mobilização, debates e confronto direto entre os dois candidatos.

“Agora é uma fase diferente, de mobilização, de debate, de enfrentamento direto, porque agora são dois candidatos”, afirmou Guimarães.

Lula promete mais rádio e presença nas ruas
Na reunião, Lula reconheceu que teve pouca participação em programas de rádio durante o primeiro turno e disse que pretende ampliar esse tipo de agenda. O presidente também citou a realização de passeatas e visitas a estados como Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Bahia e São Paulo.

“Eu não saberia fazer política sem isso. Não saberia. E vamos fazer”, afirmou Lula ao defender a presença nas ruas.

O presidente também relacionou a abstenção ao possível desinteresse de parte dos eleitores e atribuiu à própria campanha a tarefa de estimular a participação no segundo turno.

Possivelmente tem uma causa: desinteresse. E a responsabilidade é nossa. É devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral
Lula


Abstenção vira foco da estratégia
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção no primeiro turno foi de 21,08%, o equivalente a 33,4 milhões de eleitores. O grupo passou a ser um dos principais focos da estratégia da campanha para a votação do dia 25 de outubro.

Lula também citou resultados de eleições anteriores para defender que é possível alterar a votação entre o primeiro e o segundo turno. Ele mencionou as disputas de 2006, contra Geraldo Alckmin, e de 1989, contra Fernando Collor, mas ressaltou que o cenário atual é diferente.

Redes sociais entram no debate
A influência das redes sociais também foi discutida. Segundo participantes, houve uma avaliação de que os algoritmos das plataformas estariam favorecendo a circulação de conteúdos relacionados a Flávio Bolsonaro e dificultando a distribuição das mensagens da campanha petista.

A avaliação foi apresentada como parte da discussão interna sobre a estratégia de comunicação para o segundo turno.

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