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Fundador da 1ª igreja de Lúcifer no Ceará é morto a tiros em Fortaleza

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Vítima se autointitulava bispo satânico, bruxo e promovia serviços de amarração amorosa (Foto: Reprodução)

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O líder religioso Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, conhecido publicamente como “Bruxo Paulo Padilha”, foi assassinado a tiros na última quinta-feira, 20, na capital cearense.

Ele ganhou notoriedade no estado ao fundar a primeira Igreja de Lúcifer do Ceará, estabelecimento localizado no bairro Benfica, na rua Instituto do Ceará, em funcionamento desde setembro de 2023.

Corrente espiritualista

Praticante da quimbanda luciferiana — corrente espiritualista voltada ao culto de entidades como exus e pombagiras —, o pai de santo acumulava milhares de seguidores nas redes sociais.

Em perfis digitais, ele se autointitulava bispo satânico, bruxo e promovia serviços de amarração amorosa.

O crime

O ataque ocorreu enquanto o religioso estava em uma oficina mecânica para reparar um pneu furado do veículo. De acordo com relatos fornecidos por testemunhas à Polícia Militar do Ceará, um motociclista se aproximou do local e efetuou diversos disparos contra as vítimas.

Luciano Victor foi atingido na região da cabeça e do abdômen, morrendo no local.

Acompanhado no momento da abordagem, um homem que fazia uso de tornozeleira eletrônica também acabou baleado. Ele recebeu atendimento emergencial e foi encaminhado em estado grave a uma unidade hospitalar.

A investigação do caso está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da 5ª Delegacia.

Histórico

Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que o pai de santo possuía antecedentes criminais por ameaça, desacato, injúria e corrupção ativa.

Entre os registros anteriores, destaca-se uma prisão em flagrante ocorrida em março de 2025 num de seus estabelecimentos comerciais.

Na ocasião, ele foi autuado por injúria homofóbica contra duas mulheres e desacato aos policiais militares que atenderam à chamada.

De acordo com a certidão policial da época, Luciano ainda tentou subornar a equipe oferecendo quantias em dinheiro para evitar ser conduzido à delegacia.

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