Correio/Agência Brasil
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi suspensa de sua função pública por decisão judicial. A agente atirou e matou Thawanna Salmázio, na Zona Leste de São Paulo, em 3 de abril deste ano.
Segundo a decisão, a policial não poderá portar arma de fogo, manter contato com testemunhas e parentes da vítima, nem deixar a comarca sem autorização judicial prévia. Ela deverá ainda ficar recolhida em seu domicílio das 22h às 5h.
As informações foram confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo e também pelo Ministério Público estadual à Agência Brasil. Antes disso, no dia 17 deste mês, a policial havia sido promovida de estagiária a soldado.
Segundo a decisão do magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, existem provas de materialidade e suficientes indícios de autoria da conduta criminosa.
“Os elementos informativos até então produzidos revelam quadro que extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal, evidenciando, em juízo de cognição sumária, conduta marcada por impulsividade, descontrole emocional e absoluta desproporcionalidade”, disse na sentença o juiz na sentença.
Relembre o caso
O caso aconteceu no início de abril, no bairro Cidade Tiradentes, e passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo registros da ocorrência e imagens captadas pela câmera corporal de outro policial presente na viatura, a soldado que efetuou o disparo não usava o equipamento individual de gravação por estar em fase inicial de atuação operacional após formação recente na corporação.
Ainda conforme as informações divulgadas após o episódio, Yasmin estava na etapa de estágio supervisionado da formação policial e havia começado o patrulhamento nas ruas havia aproximadamente três meses. Ao todo, ela tem pouco mais de um ano de PM.

