POLICLÍNICA

Em meio à fuga de Flávio Bolsonaro, Lula começa a montar novo governo

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O presidente reeleito do Brasil, Lula (PT) - Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Enquanto a fuga do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) movimenta o cenário político, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveita os primeiros dias após as eleições para conciliar descanso e articulações políticas.

Nos bastidores, o petista já iniciou as conversas sobre a composição do quarto mandato, com discussões sobre a relação com o Congresso Nacional e a reformulação da Esplanada dos Ministérios.

Na segunda-feira, 26, Lula dedicou parte do dia a conversas por telefone com líderes internacionais que o parabenizaram pela reeleição.

Na mesma data, recebeu no Palácio da Alvorada os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Durante o encontro, assegurou aos parlamentares que o governo apoiará a permanência de ambos no comando das Casas Legislativas.

A aproximação com os dois chefes do Legislativo faz parte dos movimentos iniciais do presidente para garantir governabilidade no próximo mandato.

Com um Congresso de maioria conservadora, Lula terá o desafio de construir uma base de apoio capaz de viabilizar a agenda do governo e evitar novos embates com o Parlamento.

Lula 4: reformulação na Esplanada dos Ministérios

Paralelamente às articulações com o Congresso, Lula também começou a discutir, nos bastidores, uma reformulação na Esplanada dos Ministérios.

A expectativa é que as primeiras definições sobre a nova composição do governo ocorram somente na segunda quinzena de novembro.

Na quinta-feira, 29, por exemplo, o petista se reuniu com o deputado federal André Janones (Rede-MG), considerado um dos principais responsáveis pela estratégia de comunicação que contribuiu para a virada eleitoral no segundo turno.

O parlamentar deverá participar da reformulação da comunicação do governo federal, independentemente de assumir ou não um cargo na Esplanada.

A montagem do novo governo terá como um dos desafios acomodar diferentes interesses políticos.

Lula pretende abrir espaço para integrantes da campanha que tiveram protagonismo na vitória no segundo turno, mas também contemplar aliados que não disputaram as eleições a seu pedido e permaneceram ao lado do governo, além de políticos que saíram derrotados das urnas.

Próximos compromissos

Até o início da próxima semana, a previsão é que Lula reserve alguns dias para descansar, segundo aliados.

Depois, deverá retomar as conversas sobre a composição do governo e voltar a cumprir agendas internacionais.

A primeira viagem prevista é para Antália, na Turquia, onde participará da COP31, entre os dias 11 e 12 de novembro.

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