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Edson Fachin pede retirada de sigilo das investigações do caso Master

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Edson Fachin - Foto: Gustavo Moreno | STF

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte. Segundo o pedido do presidente, protocolado nesta quinta-feira, 10, fica em sigilo o que não prejudicar as investigações para futuras operações sobre o caso.

“Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento na sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicita-se ao eminente ministro André Mendonça (relator da Pet 15.556), a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida”, diz Fachin.

Fachin também convocou o plenário do STF para discutir a validade do relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O documento, feito a pedido do ministro André Mendonça, sofreu críticas de alguns ministros da Corte.

Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.

A reunião deve acontecer na próxima terça-feira, 15. Ainda na terça-feira haverá uma sessão que vai discutir se será aberta ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Situação inédita

A decisão de Fachin de levar para análise do plenário o relatório da PF é inédita no STF. O movimento intensificou articulações de bastidores e apostas sobre apoio ou não para abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo reportagem do g1, os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, e Cristiano Zanin são apontados como aliados de Moraes, enquanto André Mendonça contaria com o apoio de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. No entanto, ainda há incerteza sobre os votos de Fachin e Cármen Lúcia, que têm recebido acenos dos dois lados.

O ministro Dias Toffoli teria indicado a colegas que a tendência é não participar, já que o caso é desdobramento do Master e ele tem se declarado suspeito de votar em desdobramentos desde que deixou a relatoria das investigações.

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