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Descontos no INSS agora exigem autorização; veja como evitar cobrança indevida

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Biometria se torna obrigatória para INSS e Bolsa Família (Foto: IA/GEMINI)

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Aposentados e pensionistas agora têm mais proteção contra descontos indevidos no benefício. Lei sancionada neste ano estabelece que cobranças associativas só podem ser feitas com autorização expressa do segurado.

A medida busca coibir descontos não autorizados, conhecidos como “mensalidades associativas”, que há anos geram reclamações de beneficiários do INSS.

O INSS exige uma prova incontestável como: a assinatura do próprio punho ou eletrônica do beneficiário. Sem esse consentimento formal e documentado, qualquer tentativa de desconto em folha passa a ser considerada irregular e passível de bloqueio imediato.

Autorização passa a ser obrigatória

Pelas novas regras, qualquer desconto precisa ser autorizado pelo beneficiário de forma clara e comprovada. A entidade responsável deve apresentar esse consentimento sempre que houver questionamento.

Na prática, isso muda a lógica anterior. Se antes o segurado precisava provar que não autorizou, agora cabe à entidade demonstrar que houve autorização válida.

Como identificar descontos indevidos

O segurado deve acompanhar o extrato mensal no Meu INSS e verificar cobranças identificadas como contribuições ou mensalidades.

Caso encontre valores desconhecidos, é possível solicitar o bloqueio diretamente na plataforma.

Como excluir a cobrança

O pedido pode ser feito no Meu INSS, na opção de exclusão de mensalidade associativa. O sistema permite interromper novos descontos e registrar a contestação.

Devolução de valores

Se for comprovado que o desconto foi feito sem autorização, o segurado pode solicitar o ressarcimento dos valores.

A legislação também prevê maior transparência, com identificação clara das entidades responsáveis pelas cobranças.

Mais controle sobre o benefício

A mudança reforça a proteção do benefício previdenciário, que muitas vezes é a principal fonte de renda de aposentados e pensionistas.

Especialistas apontam que o acompanhamento frequente do extrato e a guarda de registros são fundamentais para evitar prejuízos.

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