Por: A Tarde
Com expectativa de movimentar cerca de R$ 16 bilhões em novembro no varejista baiano, de acordo com dados da Fecomécio, a Black Friday é esperada com boas expectativas para o comércio nacional.
São, em meio às ofertas e descontos de produtos e serviços, que aparecem tentativas de golpes que costumam ludibriar os consumidores e causar uma grande dor de cabeça. Segundo o relatório O Futuro do Ecommerce, publicado pela Veriff em 2025, há um aumento médio de 22% nas tentativas de fraude durante a semana de promoções.
Entre as fraudes mais comuns nesta época do ano, estão o golpe da promoção com contagem regressiva ou uso de celebridades falsas criadas com inteligência artificial. Mas dentre os cinco golpes mais comuns durante a Black Friday, tem um que tira dinheiro das vítimas em questão de segundos: o famoso ‘golpe da letra trocada’
O ‘typosquatting’, como também é conhecido, acontece quando sites são criados com endereços quase idênticos aos de marcas conhecidas, alterando uma única letra ou domínio (ex: “.com” por “.co”). O objetivo é enganar o consumidor, que acaba inserindo dados pessoais ou de pagamento em páginas falsas.
Para evitar se tornar uma das vítimas, é fundamental que o usuário esteja atento nesses detalhes:
verificar se o site é oficial (URL correto e domínio legítimo);
preferir acessar lojas por buscadores confiáveis ou pelos favoritos;
evitar clicar em links recebidos por e-mail, mensagens ou anúncios suspeitos;
conferir o cadeado e o “https” (lembrando que, isoladamente, não garantem autenticidade);
usar gerenciadores de senhas para impedir o preenchimento automático em domínios falsos;
priorizar logins via SSO (Single Sign-On), que concentram a autenticação em um provedor oficial e reduzem o risco de roubo de credenciais.
Do lado das empresas, a pressão também é crescente: 85% dos consumidores esperam ser reembolsados em caso de golpe, o que torna o investimento em segurança uma questão não apenas tecnológica, mas também de reputação e confiança.
“Adotar uma estratégia de prevenção em múltiplas camadas, com verificação de identidade, autenticação biométrica, análise comportamental e monitoramento em tempo real, é essencial para reduzir riscos sem comprometer a experiência do usuário”, aponta Andrea Rozenberg, diretora de mercados emergentes da Veriff.

