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Caso Master: escândalo de Moraes pode travar PEC da 6×1 no Senado

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O ministro do STF, Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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A pressão da oposição contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a divulgação de mensagens relacionadas ao Banco Master, pode atrapalhar a votação de pautas de interesse do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira, 2, no Senado.

Entre os projetos que podem ser afetados está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.

Na terça-feira, 1º, o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC, afirmou que a expectativa era aprovar o texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira e, na sequência, encaminhá-lo para análise do plenário do Senado.

Há possibilidade, no entanto, de que a pressão da oposição pelo impeachment de Moraes leve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a adiar a votação de pautas de interesse do governo para evitar o aumento da tensão política dentro da Casa.

O que diz a PEC?

A proposta reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário. As mudanças seriam implementadas de forma gradual.

Moraes no centro do caso Master

O ministro André Mendonça, também do STF, determinou na terça-feira, 1°, o levantamento do sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Entre os diálogos divulgados estão conversas atribuídas a Moraes e Vorcaro. Segundo os relatórios da PF, as mensagens indicariam que o empresário buscou a interlocução do ministro em meio às investigações envolvendo o banco.

A Polícia Federal também apura contratos firmados entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Um dos contratos teria valor de R$ 130 milhões. As investigações ainda envolvem outro acordo de R$ 50 milhões e pagamentos relacionados a aeronaves.

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