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AtlasIntel: 60% não votariam em Flávio Bolsonaro após áudios

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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

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O vazamento de áudios em que o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), aparece pedindo dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a história deJair Bolsonaro (PL), elevou o ímpeto dos brasileiros que não devem votar no senador nas eleições de outubro deste ano.

Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel e divulgada nesta terça-feira, 19, apontou que 60,1% dos entrevistados não devem escolher o liberal como candidato, preferindo outras opções.

Não votaria nele de qualquer forma (47,1%)
Muito menos disposto a votar nele (9,4%)
Menos disposto a votar nele (3,6%)

Por outro lado, 39,8% dos entrevistados declararam que o episódio não afeta a vontade de votar em Flávio Bolsonaro:

Não afeta minha disposição de voto (21%)
Muito mais disposto a votar nele (13,7%)
Mais disposto a votar nele (5,1%)

Enfraquecimento da candidatura

O levantamento trouxe também a percepção dos brasileiros se o vazamento dos áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro enfraqueceu a pré-candidatura do liberal à Presidência da República.

Para 64,1% dos entrevistados, a pré-candidatura de Flávio foi prejudicada.

45,1% afirmaram que a pré-candidatura foi muito enfraquecida
19% apontaram que a pré-candidatura foi pouco enfraquecida

Em outra via, 28,4% dos entrevistados pontuaram que a pré-candidatura de Flávio não sofreu danos (15%) ou foi até mesmo fortalecida (13,4%).

Envolvimento

Outro dado da pesquisa mostra que o escândalo alterou a percepção pública sobre as fraudes financeiras do Banco Master: 43,3% dos entrevistados apontam o grupo político de Jair Bolsonaro como o principal envolvido no esquema — um salto expressivo em relação aos 28,3% registrados em março.

Além disso, o recorte demográfico expõe as trincheiras partidárias do país. O entendimento de que o vazamento é legítimo atinge 92,1% entre eleitores que votaram em Lula no segundo turno de 2022.

No polo oposto, 71,8% dos eleitores de Jair Bolsonaro enxergam uma armação política.

Legitimidade da investigação

O impacto político também se consolida na tese de que o vazamento é fruto de um trabalho sério de apuração. Para 54,9% dos respondentes, o episódio traz evidências obtidas em uma investigação legítima sobre irregularidades financeiras.

Por outro lado, um terço dos brasileiros (33%) adota a narrativa da defesa, classificando o caso como uma manobra com o objetivo de prejudicar politicamente o filho do ex-presidente.

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