
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e alcançou, em outubro, o melhor índice do ano, segundo a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8). Agora, 48% dos brasileiros aprovam o governo, enquanto 49% desaprovam: um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. É a primeira vez desde janeiro que os dois indicadores voltam a se igualar.
O resultado marca uma virada gradual que começou no meio do ano. Em julho, apenas 43% aprovavam Lula; em agosto e setembro, o número subiu para 46%. A desaprovação, que havia atingido o pico de 57% em maio, vem caindo de forma constante desde então.
Entre os grupos que mais contribuíram para essa recuperação estão mulheres e católicos, que voltaram a registrar maioria de aprovação: 52% e 54%, respectivamente. O cenário também se equilibrou entre os eleitores de maior renda — um público que, até setembro, reprovava amplamente o governo. Agora, há empate técnico: 52% desaprovam e 45% aprovam.
Na faixa etária entre 35 e 59 anos, houve inversão de tendência: a aprovação subiu para 51%, ultrapassando a desaprovação, que caiu para 46%. Entre os idosos, o governo também é visto de forma mais positiva, com 50% de aprovação.
Regionalmente, Lula recuperou terreno no Nordeste, onde saltou de 53% para 62% de aprovação, e no Sul, de 35% para 41%. No Sudeste, após o chamado “tarifaço” — pacote de aumentos que havia desgastado o governo —, o índice de aprovação oscilou positivamente, de 40% para 44%.
A percepção sobre o desempenho de Lula frente ao governo anterior também melhorou. Caiu de 51% para 42% o número de brasileiros que consideram a atual gestão pior do que esperavam, enquanto aumentou de 14% para 20% o grupo que acredita que o governo está melhor do que imaginava.
Na economia, 43% dos entrevistados acreditam que a situação do país vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 35% esperam piora. Mesmo assim, 56% ainda acham que o Brasil segue na direção errada.
Outro ponto que contribuiu para o avanço da imagem presidencial foi o discurso de Lula na Assembleia-Geral da ONU e o encontro com Donald Trump. Metade dos entrevistados (49%) considera que o presidente saiu mais forte após o evento, e 52% dos que acompanharam seu discurso avaliaram positivamente a fala.
A pesquisa também mediu percepções sobre temas políticos e econômicos em debate. A reprovação à anistia dos golpistas subiu para 47%, e 52% dos entrevistados consideram justas as penas aplicadas até agora. Já a rejeição à chamada PEC da Bandidagem aumentou para 63%.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 2 e 5 de outubro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.




