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CAUSA E EFEITO – Preso, doente e inelegível: como as palavras de Bolsonaro se voltaram contra ele

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Jair Bolsonaro construiu sua carreira política apoiado em frases de efeito, bravatas e no uso constante de símbolos religiosos. Apresentava-se como cristão, dizia governar sob a vontade de Deus e usava a fé como escudo diante das crises. Mas, ao longo do tempo, sua própria retórica se voltou contra ele. Hoje, condenado a 27 anos de prisão, com a saúde fragilizada e sem direitos políticos, o ex-presidente vive um destino marcado por ironias e contradições.

“Preso, morto ou com a vitória”

“Eu tenho três alternativas para o meu futuro: estar preso, estar morto ou a vitória. Pode ter certeza que a primeira alternativa não existe.” A declaração foi feita em 2021, em tom de desafio, durante um evento em uma igreja evangélica. Porém, além de ter perdido as eleições em 2022, em setembro de 2025, porém, o Supremo Tribunal Federal decidiu condenar Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. Saiu vivo o suficiente para aguentar o peso da derrota e a prisão.

O deboche da pandemia e o preço da saúde

Durante a pandemia de COVID-19, Bolsonaro zombou da dor das vítimas e banalizou a tragédia. Ao ser questionado sobre as mortes, respondeu: “Não sou coveiro, tá?”. Também imitou pessoas com falta de ar e chamou de “gripezinha” a doença que matou centenas de milhares de brasileiros. Hoje, afastado do poder, enfrenta sucessivas internações, crises de soluço, vômitos e queda de pressão. O corpo do ex-presidente cobra o preço da insensibilidade, revelando que nem a saúde resiste ao descaso. Ironicamente, parte do sofrimento de Jair Bolsonaro se deve a problemas pulmonares: episódios de broncoaspiração.

Ainda colhendo o “karma” da sua própria maldade, em setembro de 2025 Bolsonaro foi diagnosticado com um câncer de pele. Dez anos antes, ele havia desejado que Dilma Rousseff, então presidente do Brasil e diagnosticada com câncer à época, morresse em virtude da doença, ou de infarto. Dilma passou por tratamento, foi curada e segue saudável, convivendo com a família. Bolsonaro, por outro lado, sofre internações frequentes, até por questões aparentemente simples como soluços ou “10 segundos sem respirar”.

“Só Deus me tira da presidência”

“Só Deus me tira da cadeira presidencial”, repetia, como se tivesse certeza de alguma aprovação divina aos seus atos. Em 2022, Deus tirou: perdeu a eleição no voto popular. Não bastasse a derrota, depois, veio a inelegibilidade determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral. O homem que invocava Deus como garantia de poder perdeu nas urnas, perdeu os direitos políticos e perdeu a liberdade. Deus fez muito mais que o tirar da presdidência…

A contradição da fé

Bolsonaro se dizia cristão, mas usou a religião como retórica política. Pregava em nome de Deus, ao mesmo tempo em que debochava da vida, da dor e da democracia, além de incentivar assassinatos e disseminar ódio. Jogou com a fé de milhões de brasileiros e tratou o sagrado com incauculável leviandade.

Porém, ao que ele parece desconhecer e se conhece fez pouco caso, na Bíblia a blasfêmia é apontada como pecado mortal, aquele para o qual não há perdão. Ao usar o nome de Deus em vão para legitimar discursos de ódio, descaso e autoritarismo, Jair Bolsonaro colheu exatamente o contrário do que alardeava que seria. Perdeu a liberdade, a saúde e os direitos políticos. Não morreu, mas vivo, colhe tudo que plantou.

Enquanto isso, o presidente Lula, que é um homem cristão de fato, ou pelo menos pratica os atos de quem teme à Deus, que nunca fechou nem jamais fechará igreja nenhuma, e nunca usou a fé como palanque eleitoral, está livre, saudável, eleito e com todos os direitos garantidos para disputar a reeleição em 2026 se quiser. Se não cai sequer a folha de um árvore sem a permissão de Deus, está muito claro quem é o verdadeiro cristão. Quem tem olhos veja, quem tem ouvidos ouça, e quem sabe lê entenda.

(…)Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz. (Daniel 2: 21, 22).

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