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Como votaram os representantes de Camaçari na “PEC da Blindagem”

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” border=”0″ alt=”Deputada federal e primeira-dama do município, Ivoneide Caetano (PT), deputada federal Rogeria Santos (Republicanos) e o deputado relator Cláudio Cajado (PP) (Foto: Montagem/Redação CFF)” title=”Deputada federal e primeira-dama do município, Ivoneide Caetano (PT), deputada federal Rogeria Santos (Republicanos) e o deputado relator Cláudio Cajado (PP) (Foto: Montagem/Redação CFF)” />

Um modelo de proteção ampla e inédita para os   políticos que representam o país. Aprovada pela Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como “PEC da Blindagem” foi aprovada por 353 votos a 134 no primeiro turno, e 344 a 133 no segundo. Na prática, a medida dificulta a investigação de parlamentares suspeitos de cometer crimes. Mas, quem são os deputados com votos em Camaçari que votaram a favor? O que isso diz ao eleitor sobre a atuação e valores políticos desses representantes?

Para ilustrar o absurdo, precisamos destacar os principais pontos da estratégia de blindagem proposta pelos parlamentares. A PEC impede que deputados e senadores sejam investigados e julgados criminalmente pelo STF. A proposta prevê ainda, que os parlamentares só poderão ser presos com autorização dos seus pares e, mesmo em caso de flagrante de crime inafiançável, a PEC dá 24 horas para o processo ser enviado à Casa responsável. Além do privilégio concedido aos parlamentares, a PEC concede também foro privilegiado a presidentes nacionais de partidos com representação no Congresso. 

Os representantes baianos, em maioria, seguiram a tendência de aumentar a própria imunidade e viraram as costas para o anseio do povo. Dos 39 parlamentares federais da Bahia, 22 votaram a favor da PEC e 14 se posicionaram contra. Dentre os deputados com votos em Camaçari, que votaram à favor dessa imoralidade estão Paulo Azi, que conquistou 13.324 votos no município com o apoio do ex-prefeito Elinaldo Araújo (União), e o relator da proposta, Cláudio Cajado (PP-BA), que obteve 704 votos na cidade. 

Completa a lista ainda os que votaram a favor dessa carta-branca à impunidade parlamentar, com votos em Camaçari, Rogeria Santos (Republicanos), que recebeu 5.250 votos, assim como Capitão Alden (PL) – 2.204 votos, Léo Prates (PDT) – 1.691 votos, Neto Carletto (PP) – 1.463 votos, Arthur Maia (União) – 1.392 votos, Bacelar (PV) – 1.072 e Roberta Roma (PL) – 1.065. Outros deputados com votação menos expressiva no município também apoiaram a estratégia de blindagem, veja no final da matéria. 

Por outro lado, a resistência contou com o apoio da deputada federal e primeira dama do município, Ivoneide Caetano (PT) – 38.894, e dos deputados Pastor Isidório (Avante) – 4.808 votos e Valmir Assunção (PT) – 396 votos. Além do voto contrário, Ivoneide também se pronunciou nas redes sociais protestando contra a aprovação da proposta.”A PEC da Blindagem, aprovada ontem (16) na Câmara, é um retrocesso. Ela cria privilégios para deputados e senadores, dificulta investigações e fortalece a impunidade”, argumentou a deputada. 

A deputada reforçou também sua visão sobre a democracia e o trabalho da justiça. “Democracia se faz com justiça igual para todos. Ninguém pode estar acima da lei. Democracia não se blinda. Democracia se fortalece com transparência e justiça”, defendeu. A declaração rendeu centenas de comentários de apoio no perfil oficial da petista no Instagram. 

O posicionamento dos parlamentares é um alerta para os eleitores e deve pesar na escolha futura dos camaçarienses sobre o perfil do parlamentar a representá-los nas próximas eleições em 2026. Em um delicado momento político onde a soberania nacional e a democracia sofrem ataques, a imunidade ampla e irrestrita concede uma blindagem que desestabiliza a dinâmica dos poderes e eleva as relações políticas e acordos partidários como principal balança; abrindo assim, espaço para a corrupção e a impunidade. 

Confira a lista completa dos parlamentares que votaram e o posicionamento de cada um.  

Votaram a favor:

Adolfo Viana (PSDB), Arthur O. Maia (União), Bacelar (PV), Capitão Alden (PL), Claudio Cajado (PP), Dal Barreto (União), Diego Coronel (PSD), Elmar Nascimento (União), Félix Mendonça Jr (PDT), Gabriel Nunes (PSD), José Rocha (União), Leo Prates (PDT), Leur Lomanto Jr. (União), Márcio Marinho (Republicanos), Mário Negromonte Jr (PP), Neto Carletto (Avante), Paulo Azi (União), Paulo Magalhães (PSD), Raimundo Costa (Podemos), Ricardo Maia (MDB), Roberta Roma (PL), Rogéria Santos (Republicanos).

Votaram contra:

Alice Portugal (PCdoB), Antonio Brito (PSD), Charles Fernandes (PSD), Daniel Almeida (PCdoB), Ivoneide Caetano (PT), Jorge Solla (PT), Joseildo Ramos (PT), Josias Gomes (PT), Lídice da Mata (PSB), Otto Alencar Filho (PSD), Pastor Isidório (Avante), Valmir Assunção (PT), Waldenor Pereira (PT), Zé Neto (PT).

Abstenção:

Alex Santana (Republicanos).

Não votaram: João Carlos Bacelar (PL) e João Leão (PP).

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