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NA CARA DURA – PL tenta manobra legislativa para salvar mandato de Eduardo Bolsonaro

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O Partido Liberal (PL) protagonizou, nesta terça-feira (16), mais um episódio de afronta ao espírito democrático e ao respeito ao eleitorado brasileiro. Em uma manobra política, aliados indicaram Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da Minoria na Câmara dos Deputados. A medida busca blindá-lo de uma possível cassação por excesso de faltas, já que o parlamentar vive nos Estados Unidos desde março e abandonou suas funções legislativas.

 

Desde julho, quando terminou a licença que havia solicitado, Eduardo não compareceu a nenhuma sessão deliberativa, acumulando ao menos 18 faltas não justificadas neste ano — mais da metade das realizadas em 2025. Pela Constituição, deputados que faltam a mais de um terço das sessões perdem automaticamente o mandato, ou seja, Eduardo Bolsonaro já deveria ter perdido o mandato.

Com a liderança da Minoria, no entanto, Eduardo Bolsonaro passa a ter todas as ausências abonadas. Isso é possível graças a uma resolução aprovada em 2015, no auge da gestão de Eduardo Cunha, que isenta líderes partidários e dirigentes da Casa de justificar faltas, sob a alegação da “natureza de suas atribuições”.

O preço da manobra recai sobre os cofres públicos. O parlamentar segue recebendo salário, verbas de gabinete e todos os benefícios de um mandato que, na prática, não exerce. Enquanto isso, o ainda deputado permanece nos Estados Unidos articulando o mal contra esta nação com setores da extrema-direita ligados ao presidente Donald Trump, com agendas que ferem a soberania brasileira e atacam a indústria nacional e o emprego dos trabalhadores.

Para viabilizar a troca, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) abriu mão do posto de líder da Minoria. O gesto revela a disposição do PL em usar brechas regimentais para manter Eduardo em um mandato que não cumpre.

Deputados da base do governo pressionam pela cassação, apontando que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não apenas se ausentou de suas obrigações, mas também atua de fora do país em articulações internacionais que fragilizam o Brasil diante de sanções econômicas.

No fundo, a manobra escancara a contradição: enquanto milhões de brasileiros enfrentam dificuldades diárias, eles sustentam com recursos públicos um deputado que decidiu viver em outro país e que transforma o Parlamento em palco de conveniência pessoal.

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