” border=”0″ alt=”Manifestação da catapora pode ser evitada com vacina (Foto: Reprodução/Internet)” title=”Manifestação da catapora pode ser evitada com vacina (Foto: Reprodução/Internet)” />
A doença, também conhecida como varicela é altamente transmissível, sendo causada pelo vírus Varicela-Zoster. A manifestação da catapora pode ser evitada com vacina. No entanto, crianças — público mais afetado, além de adolescentes e adultos não imunizados — estão vulneráveis e podem podem apresentar quadros mais graves da doença.
A análise sobre a maior incidência da catapora, foi feita a partir de dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), onde mostra que entre janeiro e agosto de 2025, houve crescimento de 10,7% nos registros de varicela. Ao todo, a Sesab confirmou 788 casos, contra 704 no mesmo período do ano passado. As notificações se concentram em Salvador, com 319 ocorrências, seguida de Itapetinga (40), Camaçari (34), Porto Seguro (27) e Itiúba (26).
O quadro poderia ser facilmente revertido com a aplicação gratuita de imunizante, conforme destaca o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos. “Temos vacinas seguras e eficazes para prevenir a doença e suas complicações graves. Por isso, os pais devem manter o calendário vacinal das crianças em dia, principalmente neste período do ano, quando as temperaturas começam a subir e há maior circulação de pessoas em ambientes como escolas e creches”, alerta.
A recomendação nacional, é de que a primeira dose da vacina seja aplicada entre 12 e 15 meses e a segunda entre 4 e 6 anos. Em situações de surto, bebês a partir do 9º mês já podem ser vacinados. Adolescentes e adultos que nunca tiveram catapora e não foram imunizados devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.
O alerta sobre a doença vem principalmente pela rapidez do contágio. A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias, como tosse, espirro e saliva, além do contato com objetos contaminados. Nos casos mais graves, o vírus pode atingir órgãos internos e agravar o quadro clínico.
Os especialistas recomendam, que ao aparecer sintomas como erupções vermelhas na pele, seguida de coceira, febre baixa, mal-estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e infecção no ouvido, o indivíduo deve ficar em isolamento até que todas as lesões na pele se transformem em crostas, o que ocorre após cerca de 7 dias do início das manchas.

