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Presidente do Senado critica ”excessos” de Bolsonaro e ”intervenção” de ‘guru’ no governo: “Nunca vi nada igual”

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Alcolumbre (foto) se tornou um dos alvos dos ataques virtuais de apoiadores de Bolsonaro e de Olavo. A ofensiva veio em meio às declarações do senador sobre um pedido de CPI para investigar o Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem “exagerado” nas redes sociais e que a influência de Olavo de Carvalho no Planalto “não está fazendo bem para o Brasil”.

“A gente tem que ser cauteloso com as redes sociais. Eu acho que em alguns momentos o presidente tem exagerado. Algumas postagens têm causado desconforto na sociedade”, disse Alcolumbre, após ser questionado sobre a publicação de um vídeo pornô na conta pessoal do Twitter do presidente da República.

Para presidente do Senado, os filhos do presidente também precisam moderar o tom.

“Os filhos têm toda legitimidade de falar o que quiserem como parlamentares. Mas como filhos do presidente precisam ter discernimento e responsabilidade. No momento que estamos vivendo precisamos de diálogo e, no fundo, essas coisas acabam atrapalhando”, disse Alcolumbre.

O presidente do Senado ainda demonstrou irritação ao comentar sobre o guru do bolsonarismo, o filósofo e astrólogo Olavo de Carvalho. Nos últimos dias, Alcolumbre se tornou um dos alvos dos ataques virtuais de apoiadores de Bolsonaro e de Olavo. A ofensiva veio em meio às declarações do senador sobre um pedido de CPI para investigar o Supremo Tribunal Federal. Ele disse que não prosperaria, sob o risco de criar um embate desnecessário entre o legislativo e o judiciário.

“Ele (Olavo de Carvalho) tem influenciado muito. E no nosso entendimento esse escritor não está fazendo bem ao Brasil. Não pode uma pessoa que não está no nosso dia a dia fazer essas manifestações. E jogando contra o Brasil não vamos aceitar”, disse o presidente do Senado.

Na entrevista, Alcolumbre também disse que, embora já tenha tido a experiência como parlamentar em outros governos desde que foi eleito deputado federal em 2002, “nunca viu nada parecido” com a sucessão de crises, queda de ministros e intrigas na base aliada em episódios que se somam nos três primeiros meses do governo.

 

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