POLICLÍNICA

Pico do El Niño ocorre no fim do ano e altera o clima no Brasil

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Fenômeno modifica a distribuição de umidade e o regime de precipitação no território brasileiro - Foto: César Lopes/PMPA

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Projeções dos modelos climáticos indicam que o pico de intensidade do evento atual de El Niño ocorre entre novembro e dezembro. A elevação das temperaturas na faixa equatorial do Oceano Pacífico atinge patamares elevados na região Niño 3.4.

O aquecimento das águas do oceano altera os padrões de circulação atmosférica e a trajetória dos ventos em altitude. O fenômeno modifica a distribuição de umidade e o regime de precipitação no território brasileiro.

Efeitos do fenômeno nas regiões do país

Os impactos do El Niño variam de acordo com a localização geográfica no Brasil:

  • Região Sul: registro de chuvas acima da média histórica, tempestades frequentes e elevação do risco de enchentes.
  • Região Sudeste: aumento nas temperaturas médias, ondas de calor e ocorrência de tempestades de verão concentradas no estado de São Paulo.
  • Região Centro-Oeste: períodos quentes, irregularidade no início do período chuvoso e baixos índices de umidade relativa do ar.
  • Região Nordeste: redução no volume de precipitação, seca no interior e temperaturas acima da média.
  • Região Norte: redução no volume de chuvas na bacia amazônica, baixa no nível dos rios e aumento de focos de queimadas.

Mecanismo de intensificação no Pacífico

A intensificação do fenômeno no segundo semestre está associada ao enfraquecimento dos ventos alísios no Pacífico Equatorial. Com a redução da força dos ventos, as águas aquecidas da superfície movem-se da região da Indonésia em direção ao Pacífico central e oriental.

A redistribuição de calor e as alterações na profundidade da termoclina sustentam o aumento das anomalias de temperatura do mar até os últimos meses do ano.

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