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CARA DE PAU: Flávio Bolsonaro pede que EUA aguardem eleições antes de impor tarifaço ao Brasil

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Pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, discursou, por cinco minutos, em audiência pública nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

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Em meio à incerteza para a economia do país, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, discursou, por cinco minutos, em audiência pública nos Estados Unidos, na última terça-feira (7), sobre o novo tarifaço. O posicionamento apresentado pelo político foi independente da defesa feita pelo governo federal e com foco apenas na disputa eleitoral de outubro.

Acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos —, ele fez o pronunciamento em inglês e, em momento nenhum, contestou as investigações comerciais conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), consideradas pelo governo brasileiro como “arbitrárias”.

Sem discutir o mérito das tarifas ou as conclusões do governo americano sobre o Brasil, o senador preferiu direcionar seu discurso para o campo da política e afirmou que este é o “pior momento possível” para a aplicação da medida. No entanto, ao invés de pedir o fim do tarifaço, ele defendeu o adiamento.

Sem discutir o mérito das tarifas ou as conclusões do governo americano sobre o Brasil, o senador preferiu direcionar seu discurso para o campo da política e afirmou que este é o “pior momento possível” para a aplicação da medida. No entanto, ao invés de pedir o fim do tarifaço, ele defendeu o adiamento.

“Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta parceria, cancele-a e vamos negociar”, disse.

O discurso reflete a preocupação do senador do PL de que a suposta articulação de seu núcleo político pelo tarifaço beneficie o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. “O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão”, argumentou Flávio.

Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a imposição de novas tarifas não seria o caminho adequado para pressionar o Brasil. Na oportunidade, ele citou que há grandes chances de uma mudança no governo brasileiro em janeiro, em referência a uma eventual derrota de Lula em outubro.

“Acho que vocês estão usando as tarifas (…) para atingir o objetivo que desejam. Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos”, afirmou.

O prazo para os EUA decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros termina em 15 de julho. A participação nas audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou espaço para falar no evento.

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