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Confira bastidores de almoço de Lula com representante do MST em Salvador

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A visita de Lula a Salvador foi além do ato político que lançou extra-oficialmente a candidatura dele. O cacique petista ficou na capital baiana algumas horas a mais. Foi almoçar na casa do deputado federal Valmir Assunção (PT), em um condomínio de classe média-alta no bairro de Jaguaribe. Lá, foi recepcionado pela esposa do deputado, a secretária da Igualdade Racial, Fabya Reis.

Ao lado dele na mesa, militantes do PT baiano, o presidente do partido, Rui Falcão, o ex-governador Jaques Wagner, a ex-primeira-dama Fátima Mendonça, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o presidente do bloco afro Ilê Aiyê, Vovô.

Tempo Presente, na figura do repórter Yuri Silva, acompanhou o encontro com exclusividade. Num clima descontraído, Lula conversou, fez piada, comeu galinha caipira e bebeu o whisky escocês Johnnie Walker Black Label, que tem custo médio de R$ 196 por garrafa. A sobremesa foi um bolo de chocolate com morangos.

Fiel às origens – No cardápio, as opções eram diversas: além da galinha caipira, peixe com camarão, carne do sol, salada vinagrete e de alface, leitão assado e pirão. O destaque foi o espumante espanhol Freixenet Cordón Negro Brut. O ex-presidente deu pouca importância a ele no almoço – preferiu ficar no whisky –, mas cada garrafa do vinho custa entre R$ 85 e R$ 100.

Quem também não ligou muito para a cava espanhola foi o anfitrião Valmir Assunção. Fiel às origens, o deputado sem-terra preferiu uma Skol para matar a sede.

Quando foi tirar fotos com garçons que serviram ele, Lula ainda brincou com a grande quantidade de presentes no almoço:

– “Quando me convidaram, disseram que era algo para 15 pessoas – riu”. Foi embora sob aplausos, sem dar ‘um pio’ com a coluna.

Ausência justificada

O governador Rui Costa ‘deu bolo’ no ex-presidente. Foi entregar ambulâncias no CAB e não conseguiu ir nem ao ato político no Parque de Exposições nem ao almoço. Lula justificou a ausência no discurso dele.

Antes de ir para casa, entretanto, o ex-presidente encontrou com Rui em uma área reservada do Aeroporto Internacional de Salvador. Jaques Wagner e Fátima Mendonça estavam o tempo todo a tira-colo.

No parque por quê?

O Encontro do MST está na mira do deputado federal Paulo Azi (DEM). Ele quer que o Ministério Público investigue se dinheiro público foi usado no evento. Questiona também o fato de o Parque de Exposições, que é um equipamento público, ter sido cedido ao movimento. Azi diz, ainda, que servidores públicos do Estado receberam auxílio, inclusive de transporte, para ir lá militar.

– Montaram um verdadeiro palanque para um ex-presidente réu – disparou.

Bonfim quente

O governador Rui Costa e o prefeito de Salvador ACM Neto devem se trombar na entrada da Basílica da Conceição da Praia, hoje, pois marcaram mesmo horário de chegada, às 7h30, para o ato ecumênico. Depois paletam até a Igreja do Bonfim.

Diretas Já – No caminho para a Colina Sagrada os políticos serão recepcionados, ainda na Praça Cayru, pela galera da Plataforma por Eleições Gerais. O movimento diz que não tem “coloração ideológica”.

Carnaval – Com um olho no Senhor do Bonfim e outro em Momo, Neto deve anunciar as novidades do Carnaval, em coletiva terça, na Fundação Gregório de Mattos.

Neto fecha com Luciano

ACM Neto e Zé Ronaldo, prefeito de Feira de Santana, apoiarão publicamente a candidatura de Luciano, prefeito de Euclides da Cunha para a Presidência da UPB. A briga vai ser boa: Otto e Rui x Neto e Zé Ronaldo. Luciano até tentou impugnar a candidatura de Eures Ribeiro (PSD), candidato governista, alegando entrega de documento fora do prazo. Eures classificou o ato como “lamentável”. Foi só o primeiro round.

Privatização dos cartórios

O TJ-Ba de única canetada sacramentou a privatização de 100% dos cartórios extrajudiciais do Estado. Mais de mil servidores que oneravam a folha do Tribunal agora passam a ser delegatários nas unidades cartorárias da capital e interior. Foram aprovados em concurso. A presidente do TJ levantou as mãos para o céu ao referir-se à “luta insana” para realização e validação do concurso. Além de dar folga na folha de pessoal, agora se espera melhoria de serviços.

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