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Bahia tem quase 600 mil trabalhadores na escala 6×1, aponta levantamento

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Fim da escala 6x1 (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

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Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aponta que 596.501 trabalhadores da Bahia seriam diretamente impactados caso avance a proposta pelo fim da escala 6×1 no Brasil. O número corresponde às pessoas que atualmente trabalham seis dias por semana e têm apenas um dia de descanso.

Segundo os dados, a Bahia possui hoje 1.237.883 trabalhadores inseridos na escala 5×2, equivalente a 67,48% do total analisado. Outros 32,52% seguem em jornadas com apenas uma folga semanal.

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também estabelece dois dias de descanso remunerado e proíbe redução salarial. A proposta foi enviada com pedido de urgência constitucional após assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 13 de abril.

O levantamento do MTE identificou a jornada de trabalho de 44,7 milhões de pessoas no país. Desse total, 14,9 milhões trabalham atualmente na escala 6×1, o equivalente a cerca de um terço dos trabalhadores analisados.

Os dados nacionais mostram ainda que 38,6 milhões de brasileiros cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre eles, 37,2 milhões trabalham 44 horas por semana, enquanto outros 1,4 milhão atuam entre 40,1 e 43,9 horas semanais.

Caso a redução da jornada para 40 horas seja aprovada, trabalhadores de setores como comércio, serviços, indústria e logística devem estar entre os principais afetados. Na Bahia, 1.697.593 pessoas seriam alcançadas pela mudança.

Ranking nacional

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número de trabalhadores na escala 6×1, com cerca de 7 milhões de pessoas. Em seguida aparecem Sul, com 2,9 milhões, Nordeste, com 1,97 milhão, Centro-Oeste, com 1,34 milhão, e Norte, com 751,7 mil.

Entre os estados, São Paulo lidera o ranking, com 4,28 milhões de trabalhadores na escala 6×1. Minas Gerais aparece na sequência, com 1,46 milhão, seguido por Rio de Janeiro, com 1,05 milhão, Santa Catarina, com 1,04 milhão, e Paraná, com 1,03 milhão.

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