A descoberta aconteceu em novembro de 2024. Sem acesso à água encanada na propriedade rural, Sidrônio decidiu perfurar o solo para tentar construir um poço artesiano. Durante o trabalho, porém, em vez de água, começou a sair um líquido preto, espesso, viscoso e com forte cheiro de combustível.
A família informou o possível achado à ANP em julho de 2025. A visita técnica da agência aconteceu apenas meses depois, em março deste ano, após o caso ganhar repercussão. Agora, depois das análises laboratoriais concluídas em 19 de maio, a ANP confirmou que a substância encontrada é realmente petróleo.
Segundo a agência, o resultado foi encaminhado ao dono do terreno e também à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Semace), que poderá avaliar possíveis medidas ambientais relacionadas ao local.
Os técnicos utilizaram amostras coletadas pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que acompanha o caso desde o início das investigações. De acordo com relatos feitos ao g1, o caso chamou atenção até mesmo dos especialistas da ANP porque o petróleo apareceu em uma profundidade considerada relativamente baixa, cerca de 40 metros.
Com a confirmação, a agência abriu um processo administrativo para estudar a área, analisar o contexto geológico e avaliar a dimensão da possível reserva. Apesar disso, a ANP destacou que ainda não existe prazo para conclusão dos estudos e que não há garantia de exploração comercial futura.
Mesmo com o subsolo pertencendo à União, a legislação prevê que o proprietário da área possa receber participação nos lucros caso haja exploração econômica do petróleo no futuro. O percentual pode chegar a até 1% da produção.



