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SURREAL – Enviado especial de Trump chama mulheres brasileiras de “p*tas” e “raça maldita”

SURREAL – Enviado especial de Trump chama mulheres brasileiras de “p*tas” e “raça maldita”
O enviado especial para assuntos globais no governo de Donald Trump, Paolo Zampolli - Photo: OLIVER BUNIC / AFP

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Fórum/Ivan Longo

Declarações misóginas do empresário italiano Paolo Zampolli, enviado especial para assuntos globais do governo de Donald Trump, provocaram forte repercussão após a exibição de uma entrevista recente à emissora italiana Rai 3. Durante a conversa, Zampolli fez generalizações ofensivas sobre mulheres brasileiras, além de proferir xingamentos de cunho sexista e xenofóbico.

Generalizações e ataque às brasileiras

Ao comentar seu relacionamento com a ex-esposa, a brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por cerca de 20 anos, Zampolli atribuiu conflitos a uma suposta característica das mulheres do país.

“As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, afirmou.

Questionado pelo repórter se isso teria origem genética, ele respondeu:

“Não, não é genético. As mulheres brasileiras são programadas.”

Diante da insistência do jornalista, que perguntou se essa “programação” seria para extorquir, Zampolli completou:

“Não, para causar confusão.”

Ofensas e xingamentos

Em outro momento da entrevista, acreditando não estar sendo gravado, o aliado de Trump ampliou o tom e passou a insultar diretamente mulheres brasileiras ao mencionar uma terceira pessoa, identificada apenas como Lídia.

“É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”, disse.

Na sequência, continuou com os ataques:

“Aquela vaca, eu estava com ela, transava com ela. Depois ela também ficou louca.”

Acusações e disputa judicial

As declarações ocorrem em meio a uma disputa judicial envolvendo Amanda Ungaro, que acusa Zampolli de violência doméstica — alegação negada pelo empresário. Ele afirma que nunca agrediu a ex-companheira e questiona as acusações feitas após décadas de relacionamento.

A defesa de Zampolli sustenta que as denúncias são “infundadas” e estariam ligadas a uma disputa pela guarda do filho do casal.

Deportação e controvérsia internacional

O caso ganhou dimensão internacional após a divulgação de que Ungaro foi detida em Miami sob acusações de fraude e deportada dos Estados Unidos em 2025. Reportagens da imprensa norte-americana indicam que Zampolli teria procurado autoridades de imigração para tratar da situação da ex-mulher, o que ele nega.

O serviço de imigração dos EUA também afirmou que não houve interferência política no processo.

Silêncio oficial

Procurados pela imprensa, nem Zampolli nem representantes do governo norte-americano se manifestaram sobre o conteúdo das declarações até a publicação desta matéria.

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