Diz o ditado popular antigo, e só quem não sabe disso, ao que parece, é o cristão brasileiro que idolatra inconsequentemente e até incondicionalmente a nação israelense, que “quem meu filho beija, minha boca adoça”. E, conforme imagem que correu o mundo no último domingo (19), quem deu exemplo de que por lá não se encontra fácil quem beije o filho de Deus, foi o soldado do exercito israelense, que não perdeu a oportunidade que teve durante invasão ao Líbano, de expressar todo o ódio que ele foi ensinado a ter do Homem que deu a própria vida para, se ele também quiser, salvar também a ele.
Depois da repercussão mundial negativa pelo sacrilégio perpetrado por aquele individuo, e pela afronta mundial e proposital á fé alheia, eis que sai em demagógico manifesto de suposto repúdio o governo israelense, com promessa de punição disciplinar e até de expulsão do seu aluno, digo, do tal soldado. Ocorre que, como estamos no Brasil e como brasileiros é que expressamos nossa opinião, por cá temos também outro ditado, que o cristão que tem abraçado quem ao filho de Deus não tem beijado deveria buscar saber e entender o que ele quer dizer e então refletir, que versa que “filho de peixe, peixinho é”, e que denuncia que aquele soldado nada mais fez do que mostrar a quem quiser ver, que ele tem aprendido muito bem o dever que tem sido lhe ensinado em casa, a despeito da manifestação descarada do seu governo.
Que dizemos aqui, que o cristão deve expressar ódio pelo povo judeu? De jeito nenhum – mas também não idolatrá-lo! Inclusive, somos advertidos a que, por termos sido aceito no Corpo quando não era para estarmos no Corpo, que “não tiremos onda não”, aqui falando com quem corre pelo outro extremo, se julgando melhor do que eles, (…)Porque, se tu foste cortado da natural oliveira brava e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira! (Romanos 11:24), o que sugere que, ainda que eles, falado dos judeus rebelados, tenham que padecer o que terão que padecer, conforme vê-se em Zacarias 14, depois de levarem o “tapa na orelha” que lhes está reservado nas profecias por causa da sua rebeldia, eles serão livrados dum mal maior, por aquele mesmo a Quem haviam rejeitado.
Entretanto, qualquer cristão minimamente atento quando medita nas Escrituras, em Lucas 23 não tem como não se vir tomado por um misto de indignação e revolta ao se deparar com os líderes eclesiásticos, instruindo e atiçando o próprio povo judeu, o mesmo povo que, senão cada um deles mesmos, tinham conhecimento de no mínimo um parente, um amigo ou um vizinho que havia sido curado por Ele, a pedir numa só voz, digo em coro, que Jesus fosse morto por crucificação – que, é importante destacar, era a pior das formas de execução da época. E onde isso? Em Jerusalém.
Tentando convencer á qual tolo eu não sei, que esse seja um caso isolado, o primeiro ministro israelense disse que vai investigar, e que a conduta do soldado “não representa os valores do país; como Estado judeu, Israel valoriza e sustenta princípios de tolerância e respeito mútuo entre judeus e fiéis de todas as religiões” (até me causa arrepios quando vejo alguém falando em “valores e princípios”); mas pra cima de mim é que ele não vai vir “com aqueles ‘peitos’ moles querendo me convencer de que é uma moça”, que eu bem tenho visto o que é que acontece nas ruas de Jerusalém quando alguém se arisca a pregar sobre Jesus, por causa da rejeição histórica daquele povo à Ele.
Para falar de alguns apenas, em 2024, no país que preza por “princípios e valores”, um pregador brasileiro – por ‘coincidência’, um eleitor do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi expulso do Muro das Lamentações (aqui) na cara das autoridades; e duas missionárias asiáticas, foram agredidas por pregarem o Evangelho da cruz, tendo levado bofetadas no rosto (aqui e aqui), inclusive, olha só, também cusparadas na cara, por homens e por crianças. Aliás, cuspir em seguidores Do Filho do Deus Altíssimo, é outro dos costumes deles, só não sei onde aprenderam esse mau costume, logo eles que tanto prezam pelos valores e princípios (só não sei de quem). Mas, olha só, que “coincidência”, quando eles estavam para matar o Salvador: (…)Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte. Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam, (Mateus 26:66-68).
No meio jurídico se sabe que, quem mata com um tiro na perna é mais fácil de defender, do que defender quem mata alguém com um tiro na cabeça. Quem atira na cabeça, dizem, é por que, quem atirou quer ter a certeza de que o seu adversário vai sucumbir. O mundo não viu aquele soldado que, sim, representa o ódio de quase toda uma nação pela pessoa do Salvador, derrubando e cuspindo na estátua, mas sim o vimos com uma marreta nas mãos, batendo alucinadamente na cara com o fim de decepá-la. Mas, fazer o que, se tem crente que insiste em ter ou aceita tal sugestão, para ter sempre um substituto para sua adoração…?
Antônio Franco Nogueira – diretor deste portal e servo do Deus Altíssimo.


