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Saiba quem é o ex-deputado federal preso em hotel de luxo na Bahia por envolvimento com facções criminosas e fuga de presídio

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Uldurico Junior, ex-deputado federal preso durante a Operação Duas Rosas, é acusado de ligação com facções criminosas na Bahia (Foto: Divulgação/Agencia Brasil)

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O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto, mais conhecido como Uldurico Junior, foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (16), durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Formado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão Pública, Uldurico Júnior é investigado pela Polícia Federal por suposta aliança com chefes de facções criminosas na Bahia e possui uma relação com a ex-diretora do presídio de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, acusada de facilitar a fuga de detentos em dezembro de 2024.

Ele já foi eleito o deputado mais jovem do país em 2014, e chegou a se reeleger em 2018. O ex-parlamentar também já foi candidato a prefeito de Teixeira de Freitas, no Sul da Bahia, em 2024, perdendo para Marcelo Belitardo (União Brasil) — que conquistou 64,27% contra 22,78% de Uldurico Junior.

Antes, em 2020, o ex-parlamentar já havia tentado a sorte como candidato à Prefeitura de Porto Seguro, também no Sul baiano. Na época, ele foi, mais uma vez, o segundo mais votado (34,37% do votos) — perdendo para Jânio Natal, que conquistou 41,17% dos votos.

Ele foi preso enquanto estava hospedado em um hotel em Praia do Forte, no município de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O MP-BA também cumpriu mandados de busca em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro, contra um ex-vereador de Eunápolis e advogado.

As investigações apontam que o ex-parlamentar negociou com organização criminosa recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando 16 internos fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis.

Entre os fugitivos, estava Ednaldo Pereira de Souza, o Dada, apontado pelo MP-BA como líder do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), que tem ligação com o Comando Vermelho. Desde a fuga para o Rio de Janeiro, ele passou a comandar ações criminosas na região de Eunápolis.

Segundo o órgão, as investigações apontam que a fuga dos internos não teria ocorrido de forma isolada ou fortuita, mas estaria inserida em um contexto de articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes da organização criminosa PCE, e o ex-deputado federal, com a utilização de influência política e institucional.

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