O líder do governo na Câmara de Camaçari, vereador Tagner Cerqueira (PT), reagiu às críticas feitas pelo ex-secretário de Saúde Elias Natan (PSDB), à gestão municipal, nesta quinta-feira (26), durante a primeira sessão ordinária deste ano. Segundo Tagner, as críticas atuais de Natan não são coerentes com o que foi deixado pela gestão dele.
“É muito contraditório, em um ano de governo, o ex-secretário disparar diversos ataques à gestão da saúde”, afirmou ao Camaçari Fatos e Fotos, agora JornalCFF. “A gestão deles foi reprovada. Toda pesquisa de avaliação feita pelo governo, no quesito saúde, era ponto negativo. A população reprovou. Então, é uma contradição querer cobrar a solução de problemas deixados por ele.”
Tagner reconhece que o setor ainda enfrenta dificuldades, mas pondera que não seria possível resolver, em poucos meses, problemas acumulados ao longo de toda a gestão anterior. “Não dá pra consertar e resolver, em um ano, os problemas deixados acumulados durante oito anos. Nós entendemos que tem inúmeras dificuldades, mas tem avanços”, apontou
Melhorias
Na lista dos avanços, Cerqueira cita o reforço na atenção a pessoas com necessidades especiais, como abertura de uma unidade do Natea em Abrantes e a estruturação do CeaSUS, que entrega fórmulas para alimentação infantil, óculos de grau e outros para a população carente.
Além disso, Tagner listou melhorias na atenção básica e na urgência e emergência: “Conseguimos já equipar 100% a equipe de médicos da família, estamos colocando as UPAs para funcionar. Parafuso estava extremamente destruída, a UPA de Arembepe, que estava sem condições nenhuma de funcionamento, a de Cachoeirinha, de Areias, o PA de Monte Gordo; tem a construção da Policlínica aqui em Camaçari, o programa Conexão Saúde, que já passou por reforma, como Abrantes e Barra do Pojuca. Enfim, há uma movimentação no sentido de melhorar”, listou.
E os remédios?
Questionado sobre queixas recorrentes da população, como a falta de medicamentos de uso comum, ele reconhece o problema, mas atribuiu parte das dificuldades à cadeia de fornecimento. “Há remédios que não existem no mercado. Há um problema na matéria-prima. Quando falta matéria-prima, o fornecedor não tem condição de entregar.”
Como resposta, diz que a gestão ampliou contratos, para garantir o fornecimento. “O prefeito já ampliou o número de atas de entrega de remédios. Já está tudo bem ampliado. Tenho certeza que estamos solucionando bastante coisa também na questão dos remédios.”, concluiu Tagner.
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