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Operação conjunta investiga policiais e lojistas suspeitos de fornecer armas para facções

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Operação Fogo Amigo cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Alagoas e Pernambuco (Foto: Divulgação/Ascom SSP)

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Uma operação em parceria entre o Ministério Público, Polícia Militar e a Polícia Federal, investiga lojistas e policiais militares apontados como fornecedores de armas para facções criminosas. A ‘Operação Fogo Amigo’, deflagrada em maio de 2024, teve sua segunda fase iniciada na manhã de terça-feira (27), cumprindo nove mandados de busca e apreensão em Alagoas e Pernambuco.

A Secretaria de Segurança Publica divulgou que os alvos são endereços residenciais e comerciais de lojistas e policiais militares investigados por integrar e operar o esquema criminoso de dimensão interestadual, localizados nos municípios pernambucanos de Arapirina e Petrolina, e alagoanos de Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro.

A decisão judicial determina ainda, “o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de duas lojas que comercializavam material bélico de forma irregular e afastamento cautelar das funções públicas de quatro policiais militares”.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/13), comercialização ilegal de armas e munições (art. 17 da Lei 10.826/2003), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/98) e falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal), cujas penas somadas podem chegar a 35 anos de prisão.

Operação Integrada

A operação decorre de investigação integrada do Ministério Público da Bahia, por meio da unidade norte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Norte); e da Polícia Federal. A ação conta com o apoio da Cipe Caatinga; do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (Bepi); das Corregedorias Gerais da Polícia Militar da Bahia e de Pernambuco; e do Exército brasileiro.

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