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Governo federal anuncia criação de Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado

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Após a trágica operação policial contra o Comando Vermelho realizada na terça-feira (28), no Rio de Janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), trataram pessoalmente sobre a mais letal incursão da história da polícia do Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortos. Na reunião realizada na quarta-feira (29), Lewandowski e Castro anunciaram a criação de um escritório emergencial de combate ao crime organizado.

O escritório emergencial será coordenado pelo secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, e pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubb, além de contar com profissionais especializados do governo federal para fortalecer ações de segurança pública. De acordo com o ministro, estarão à disposição do governador e das autoridades de segurança,  peritos criminais que podem ser mobilizados pela Força Nacional e também de outros estados, além de médicos legistas, odontólogos e peritos.

Está previsto, que dentro da estrutura emergencial criada, também atuarão o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), com foco na descapitalização das organizações criminosas, mediante inteligência financeira, recuperação de ativos e assessoramento especializado em investigações de lavagem de dinheiro, e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), uma estrutura de cooperação criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com órgãos estaduais e federais de segurança.

O Governo Federal anunciou ainda, que até o fim do ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) aumentará o efetivo no Rio de Janeiro em 50%, o que resulta em um total de 350 policiais a mais atuando no estado.

O presidente Luís Inácio Lula não participou da reunião, mas declarou nas redes sociais seu apoio para o enfrentamento da violência e do crime organizado. “Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”, divulgou.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se pronunciou e comentou as ações do Governo do Brasil contra operações criminosas que financiam o crime organizado. Na ocasião, ele alertou o governo do Rio de Janeiro a acompanhar as operações, sobretudo as relacionadas ao setor de combustíveis.

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