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“Abutres” e “carniça política”: Eduardo Bolsonaro se queixa de articulações por novo nome da extrema-direita para 2026

Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro discursando na Câmara dos Deputados Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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De longe  – literalmente – e cada vez mais isolado do núcleo político bolsonarista, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou às redes sociais para se queixar das articulações que buscam um novo nome da extrema-direita para disputar a Presidência em 2026.

Em uma publicação feita neste domingo (6), no X (antigo Twitter) o ainda deputado comparou os pré-candidatos conservadores a “abutres” que tratam o pai, Jair Bolsonaro, como “uma carniça política a ser rapinada”. A escolha de palavras foi interessante, cabe destacar. “Não abdiquei de tudo, coloquei minha vida em risco, para deixar o primeiro oportunista da ocasião aproveitar o momento para implodir tudo”, escreveu Eduardo Bolsonaro, em seu desabafo, ele que se mudou para os Estados Unidos para articular maldade contra o próprio país .

A declaração ocorre em meio à movimentação de governadores e lideranças de diferentes partidos — entre eles Ciro Nogueira (PP), Ronaldo Caiado (União), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD) e Romeu Zema (Novo) —, todos tentando se firmar como alternativa ao ex-presidente, declarado inelegível em 2023 e condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado, neste ano.

Eduardo, por sua vez, tenta se manter como herdeiro direto do bolsonarismo, embora à distância: ele permanece nos Estados Unidos desde o início do ano e já declarou que pretende disputar a Presidência, mesmo morando fora do país. A ideia, segundo ele, seria conduzir uma campanha via redes sociais e se eleger ao maior cargo do país ainda morando nos Estados Unidos. Também segundo ele, a ideia é justificável pelo número de seguidores que possui. Uma aposta claramente desmedida.

O tom do desabafo, no entanto, revela mais desconforto que força política. Isolado e sem base eleitoral consolidada, Eduardo reage às movimentações de aliados que, diante da ausência de Bolsonaro nas urnas, tentam reposicionar a extrema-direita para além do núcleo familiar.

Enquanto o campo conservador busca um novo nome capaz de unir a base, o deputado tenta manter viva a narrativa de que apenas ele e o pai representam o “sentimento do homem comum”. O autodeclarado homem comum, vale lembrar, vive em outro país, recebendo alto salário de um cargo que ocupa sem exercer, muito diferente da maioria esmagadora dos brasileiros, que trabalha em escalas exaustivas e recebe menos de R$ 5 mil reais.

 

No X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonado chama ex-aliados de abutres e carniceiros. Em 06.out.2025

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