Militante histórico do Partido dos Trabalhadores (PT) em Camaçari, defensor e entusiasta da cultura, Antônio Bispo Barreto, ou Bispo da Cultura, como é conhecido, pediu, na última quarta-feira (1º/07), a exoneração da função de assessor técnico I. Bispo era lotado no Teatro Alberto Martins, equipamento vinculado à Secretaria Municipal de Cultura (Secult).
O documento emitido pelo ex-assessor vazou e gerou grande repercussão no meio político local, com manifestações de apoio de vários amigos nas redes sociais, matérias sobre o caso e críticas a uma suposta falta de valorização dos antigos aliados da atual gestão do prefeito Luiz Caetano (PT).
Fontes do JCFF, ligadas ao ex-assessor, afirmam que a decisão ocorreu após a ausência de diálogo entre as lideranças políticas do grupo e Bispo, que se manteve nos bastidores ao longo de mais de 14 meses, aguardando a valorização do seu trabalho e uma definição sobre seu papel no governo.
Sem o reconhecimento de sua expressão política e com uma atuação limitada para atender os artistas e fomentar as atividades culturais no município, conforme o documento, Bispo da Cultura optou por deixar o cargo e aguardar o direcionamento de seus líderes políticos, o prefeito Caetano e a deputada federal Ivoneide Caetano (PT).
Apesar de o ex-assessor não ter feito nenhuma divulgação sobre o caso, o documento com o pedido de exoneração vazou e gerou diversos comentários no meio político, reforçando a decisão de Bispo. Pegando carona na repercussão, muitos militantes aproveitaram para reclamar da falta de sinergia no grupo de governo e questionar o espaço que tem sido dado a ex-integrantes da gestão do ex-prefeito Elinaldo Araújo (União Brasil) na administração municipal.


