b.jpg” border=”0″ alt=”Helder Almeida, em entrevista ao programa ‘Conversando com Ari’ – Divulgação” title=”Helder Almeida, em entrevista ao programa ‘Conversando com Ari’ – Divulgação” />
Quem trabalha com política partidária sabe que as escolhas de candidato para as majoritárias (prefeito, governador e presidente) dos grandes partidos são feitas com base em dados e análises estratégicas de viabilidade, não em vaidade ou interesse pessoal. O presidente do União Brasil em Camaçari, Helder Almeida, decidiu revelar qual foi a estratégia por trás da escolha do nome de Flávio Matos, em 2024.
A surpresa, no entanto, veio da admissão pública de que Flávio Matos de “novo” não tinha nada. Segundo Helder, a estratégia de usar a imagem de Flávio como algo “novo”, foi apenas uma maneira de viabilizar uma candidatura do partido, mesmo que, na prática, não houvesse nenhuma novidade real.
“Então, o que fizemos? Falar que agora era o novo. O novo no sentido de ser uma coisa nova. Embora não fosse uma coisa nova, a gente saiu com esse… Enfim, era mais um chiste da gente com o povo para poder ter um discurso e não morrer na praia logo de saída”, declarou, em entrevista ao programa “Conversando com Ari”, no último sábado (30). Em outras palavras, Helder admitiu publicamente que, enquanto fazia do seu candidato uma piada, enganou a população da cidade, para viabilizar uma candidatura do grupo azul em 2024.
No entanto, ainda havia um empecilho: um candidato a sucessor do então prefeito não pode prometer mudança. Foi daí, segundo Almeida, que surgiu a ideia de “novo”, ancorado na figura de Flávio Matos. “Ora, nós no governo não podíamos falar de mudança. Caetano não podia falar de mudança porque ele também tinha pesquisa que mostrava a mesma coisa. Ele já tinha falado de mudança no passado e não resolveu”.
Helder relatou que o impasse sobre a escolha do nome surgiu após uma pesquisa qualitativa, realizada em outubro de 2023, mostrar que a população estava insatisfeita com a gestão de Elinaldo e queria mudança. A partir daí, começaram as articulações internas, respaldadas por ACM Neto.
Ainda se referindo aos resultados da pesquisa qualitativa, Almeida também elogiou a estratégia de comunicação da campanha de Caetano, para oferecer o sentimento de mudança que a população buscava. “Os marqueteiros dele criaram o quê? “Virar a chave”. Foi uma coisa genial. Virar a chave é mudar.”, afirmou.
– “Chiste”, segundo o dicionário Michaelis, é algo cômico, engraçado, um humor fino e sutil. Flávio Matos, aparentemente, acreditou no personagem e, sem perceber a piada que seus então correligionários fizeram com ele, segue tentando sustentar uma imagem de “novo” que nem existe, com vistas a uma reedição da disputa com Caetano, em 2028. Também aparentemente, ele está esquecendo que a política é dinâmica e, até lá, o cenário será outro.
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