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Em um cenário de belas praias e cenários amplamente procurados por moradores e turistas, visitantes conhecidas estão chegando para se reproduzir. O Litoral Norte do estado dá início, neste mês de setembro, à temporada de reprodução das tartarugas marinhas, que segue até março de 2026. A expectativa é de que a região registre cerca de 10 mil ninhos ao longo do período, consolidando-se como um dos principais pontos de desova do país.
Esse período acende o alerta para os especialistas, que destacam a importância da parceria e do apoio de diferentes entes ambientais para garantir uma maior taxa de sobrevivência dos animais. O coordenador de Gestão da Fauna (CGFAU), Alberto Vinícius Dantas, responsável pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), reforça dentre essas parcerias, o Projeto Tamar. “O Centro de Triagem faz o resgate desses animais quando é necessário e realiza o encaminhamento para as unidades que mais lidam com esse tipo de atendimento”, explica o médico veterinário.
Ele destaca ainda, que o litoral baiano, o maior do Brasil, exige atenção redobrada. “São 1.100 quilômetros de costa onde recebemos diferentes espécies de tartarugas marinhas, todas ameaçadas de extinção. Elas colocam os ovos nas praias e, durante esse processo, acabam sofrendo impactos causados pela ação humana”, lembra.
A presença das tartarugas no nosso litoral é resultado de um ciclo migratório que percorre grandes distâncias. Anualmente os animais vem até o estado se reproduzir, vindo de diferentes países como África e Argentina. Para garantir um ambiente mais seguro para a reprodução, os especialistas ambientais destacam que a colaboração da população é essencial.
O alerta principal é referente a iluminação. É essencial que as praias fiquem escuras à noite, porque os filhotes se orientam pela luz natural do mar. A incidência de iluminação artificial desorienta e pode levá-los para o lado errado. Os especialistas também pedem para não apagar os rastros das fêmeas, não retirar as estacas de marcação dos ninhos e evitar obstáculos que impeçam a passagem dos animais.
Outro ponto crítico apontado é o tráfego irregular de veículos na faixa de areia. Durante o período de desova, as recomendações incluem não manusear ovos ou filhotes, manter os cães presos ou afastados das áreas de desova, não circular com veículos na praia e evitar o uso de rastelos que apaguem os rastros das tartarugas.
No município de Camaçari, existe legislação específica sobre o tema. A Lei Municipal nº 431/1999 proíbe o trânsito de veículos automotores e de tração animal nas praias, reforçando a importância da preservação. Em caso de violações nas legislações ambientais, denuncie através dos seguintes canais:
Disque denúncia Inema: 0800 071 1400
Disque Fauna: CETAS/Inema (WhatsApp): (71) 99661-3998
Projeto Tamar/Praia do Forte: (71) 3676-1045
