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Promotora que instituiu cardápio vegano em escolas diz que alunos devem comer carne ‘com próprio dinheiro’

Promotora Leticia Baird, criadora do programa do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) que instituiu cardápio vegano em quatro cidades do sertão da Bahia (Foto: Fernando Frazão | Arquivo | Agência Brasil)
Promotora Leticia Baird, criadora do programa do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) que instituiu cardápio vegano em quatro cidades do sertão da Bahia (Foto: Fernando Frazão | Arquivo | Agência Brasil)

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Promotora Leticia Baird, criadora do programa do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) que instituiu cardápio vegano em quatro cidades do sertão da Bahia (Foto: Fernando Frazão | Arquivo | Agência Brasil)
Medida atinge estudantes das cidades Serrinha, Teofilândia, Biritinga e Barrocas, no sertão baiano

A promotora Leticia Baird, criadora do programa do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) que instituiu cardápio vegano em quatro cidades do sertão da Bahia, afirmou, em entrevista à Gazeta do Povo, que os estudantes devem comer carne com os próprios recursos.

Em breve, o órgão pretende retirar da alimentação escolar 100% de qualquer fonte de proteína animal de 154 unidades escolares de Serrinha, Teofilândia, Biritinga e Barrocas. Hoje, o porcentual do cardápio vegano é 40%.

Ela foi questionada pela reportagem sobre a possibilidade de existirem alunos que ainda querem se alimentar com carne.

“Que comam em casa com o seu dinheiro, porque aqui a gente está falando de recurso público”, respondeu a promotora.

A justificativa, segundo ela,  não seria o veganismo, mas sim fazer o o máximo com o mínimo com os recursos públicos.

“Dinheiro público, recurso público não pode ser visto de acordo com as minhas preferências, meu gosto. Não, dinheiro público é escasso, não tem dinheiro para todas as coisas, então tem que fazer o máximo com o mínimo”, declarou.

A diretriz do MP baiano foi estabelecida em 2018, após os municípios serem alertados e convidados a assinarem um termo de ajustamento de conduta.

Na época da implementação do programa, entidades e organizações de saúde se posicionaram contra a medida. O Conselho Regional de Nutricionistas da Bahia classificou a iniciativa como “arriscada e não compatível com a realidade regional”. A Sociedade Brasileira de Pediatria também emitiu nota em que considerou preocupante a retirada de um grupo alimentar tão importante como a proteína de fonte animal.

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