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QUEM AVISA… – PRF alerta para alta de acidentes com motocicletas nas rodovias da Bahia

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Acidentes de moto representam uma das principais causas de ocupação de leitos hospitalares e de cirurgias ortopédicas no Brasil (Foto: Divulgação)

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Números divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) acendem um alerta para comportamentos de risco nas rodovias baianas. As motocicletas seguem entre os meios de transporte mais vulneráveis no trânsito. A PRF avalia que a combinação da alta exposição do condutor com práticas de risco, como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e falta de equipamentos de proteção, agrava os índices de letalidade nesse tipo de ocorrência.

De acordo com balanço da PRF, entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados 1.658 sinistros envolvendo motocicletas nas rodovias federais da Bahia, deixando 1.863 pessoas feridas e 179 mortas. Já nos primeiros quatro meses de 2026, foram atendidos 555 sinistros envolvendo esses veículos, com 655 feridos e 55 mortes. Isso representa quase metade dos sinistros nas rodovias federais da Bahia e mais de 30% das mortes.

O levantamento mostra que as BRs 324, 116 e 101 lideram o ranking das rodovias com mais colisões envolvendo motocicletas, com destaque para os trechos que cortam Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista, que ocupam as primeiras posições em número de ocorrências. Outro dado verificado é que 75% dos envolvidos nos sinistros são do sexo masculino, e 544 motociclistas não possuíam habilitação para dirigir veículo automotor.

Entre as principais causas verificadas nesses acidentes, destacam-se condições ligadas diretamente à atitude do condutor, como acessar a via sem observar a presença de outros veículos, com 290 registros, seguida pela ausência de reação do condutor, com 205 colisões, e pela reação tardia ou ineficiente do condutor, com 168 sinistros.

Outro fator de risco verificado pela PRF é o trânsito de motocicletas no corredor entre veículos de grande porte, como ônibus e caminhões. Esse comportamento nas rodovias é agravado pelo deslocamento de ar entre os veículos e pela velocidade adotada pelos condutores, que, por vezes, perdem o controle da moto e acabam sendo atropelados.

A PRF destaca que, além dessas atitudes, o não uso ou o uso inadequado do capacete potencializa as lesões e o risco de morte em sinistros envolvendo motocicletas, além de configurar infração de trânsito.

Os dados mostram uma situação de risco para esses condutores, que também reflete na saúde pública. Os acidentes de moto representam uma das principais causas de ocupação de leitos hospitalares e de cirurgias ortopédicas no Brasil, sobrecarregando o Sistema Único de Saúde (SUS) e gerando altos custos. Em diversos hospitais de trauma, pacientes vítimas de acidentes de moto ocupam entre 50% e mais de 80% dos leitos de ortopedia.

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