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Pressão popular garante isenção do IR até R$ 5 mil e taxação dos super-ricos

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Na política, há um ditado que diz que a voz do povo é a voz de Deus. Nem sempre acontece assim, mas, dessa vez, a vontade popular prevaleceu. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), por unanimidade, o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês e cria uma cobrança mínima sobre rendas mais altas. O placar de 493 votos a zero refletiu um raro consenso entre os partidos e marcou uma vitória do governo em meio à pressão social crescente.

O avanço da proposta foi impulsionado por manifestações realizadas em 21 de setembro em várias cidades do país. Os protestos, que pediam a rejeição da anistia e defendiam a isenção do IR para a classe média, serviram como catalisador para acelerar a discussão no Congresso. A mobilização também ganhou força nas redes sociais, onde movimentos, partidos e sindicatos espalharam a campanha “isenção até R$ 5 mil, taxação dos super-ricos”.

Na véspera da votação, a entrega de 1,5 milhão de assinaturas em apoio à medida reforçou a pressão. Com o clima de cobrança nas ruas e a repercussão digital, emendas que poderiam desidratar o texto foram abandonadas. O relator Arthur Lira (PP-AL) incorporou apenas três das 99 propostas apresentadas, mantendo os principais pontos:

Isenção total para rendimentos de até R$ 5 mil mensais.

Redução escalonada da alíquota até R$ 7.350.

Cobrança mínima de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais.

Alíquota progressiva anual sobre rendas superiores a R$ 600 mil.

Pesquisas recentes já apontavam apoio popular às mudanças. Levantamento Datafolha mostrou que 76% defendem a criação de impostos sobre os mais ricos, enquanto outro estudo da Quaest indicou que 70% apoiam ampliar a faixa de isenção do IR. Ao mesmo tempo, a avaliação negativa do Congresso segue elevada: 70% desaprovam a Câmara e 59% o Senado, segundo o IPESPE.

Após a aprovação, parlamentares comemoraram nas redes. Sâmia Bomfim (PSOL-SP) classificou a medida como resultado direto da mobilização social. Maria do Rosário (PT-RS) disse que “o povo na rua garantiu a mudança da pauta da Câmara”. Tabata Amaral (PSB-SP) destacou que “a pressão popular fez toda a diferença” e chamou o placar de 493 a 0 de “histórico”.

O presidente Lula (PT) celebrou a decisão. “A Câmara dos Deputados deu hoje um passo histórico na construção de um Brasil mais justo ao aprovar projeto encaminhado pelo nosso Governo de zerar o imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduzir a cobrança de quem recebe até R$ 7.350, a partir de uma contribuição mínima dos muito ricos”, disse nas redes sociais.

Agora, o projeto segue para o Senado. Se aprovado sem alterações, a nova tabela de cobrança do Imposto de Renda entra em vigor já no próximo ano. Caso sofra modificações, voltará à Câmara para nova votação antes de ser sancionada pelo presidente.

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