” border=”0″ alt=”Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Sérgio Lima/AFP)” title=”Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Sérgio Lima/AFP)” />
O Supremo Tribunal Federal determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) dê um parecer até a manhã de quarta-feira, 27, sobre as explicações dadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o descumprimento das medidas cautelares que cumpria e que culminaram na sua prisão domiciliar.
O parecer da PGR irá balizar o ministro Alexandre de Moraes, que pediu que os advogados de Bolsonaro explicassem sobre o descumprimento das medidas e a sua possível “fuga” do Brasil, a decidir se irá impor ou não novas medidas contra Bolsonaro.
Na última sexta-feira, 22, Bolsonaro apresentou defesa ao STF em que, negou o pedido de asilo. Argumentou que o documento encontrado no celular dele, de 2024, era apenas um rascunho. Afirmou que não tinha qualquer intenção de fugir do país e pediu a revogação da prisão domiciliar.
A PGR poderá apresentar uma denúncia transformando os dois – Jair Bolsonaro e o filho dele Eduardo – em réus ou até ampliar ou diminuir o rol de crimes cometidos por eles dentro do inquérito que apura se os dois atuaram para coagir autoridades em favor das sanções aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Na terça-feira da semana que vem, dia 2 de setembro, começa o julgamento do ex-presidente por participação na trama golpista. A primeira sessão começa às 9h, com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Depois, acusação – feita pelo procurador Geral da República, Paulo Gonet, e as defesas falam. Em seguida, voto dos demais ministros nessa ordem: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
