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MP enfim abre investigação contra Aécio Neves por denúncia de recebimento de propina em obra superfaturada

Dessa vez Aécio Neves foi citado como o mentor de um esquema de fraude em licitações na obra da Cidade Administrativa de Minas Gerais (Foto: José Cruz | Abr)
Dessa vez Aécio Neves foi citado como o mentor de um esquema de fraude em licitações na obra da Cidade Administrativa de Minas Gerais (Foto: José Cruz | Abr)

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Senador Aécio Neves (PSDB)

O Ministério Público de Minas Gerais, através da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, abriu investigação contra o senador Aécio Neves (PSDB) sobre as suspeitas de fraude à licitação nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais, a mais cara da gestão Aécio Neves (PSDB/2003-2010) no governo do Estado.

A investigação é a primeira aberta desde que começou a ser divulgado pela imprensa que delatores da Lava Jato citaram irregularidades na obra. A portaria de abertura do inquérito aponta para ‘supostas irregularidades referentes às obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais, consistentes no pagamento de vantagem indevida pela empresa OAS, uma das participantes de um dos consórcios responsáveis pelo empreendimento, a Oswaldo Borges da Costa Filho, então presidente da Codemig, órgão estatal que realizou o correspondente procedimento licitatório’.

O inquérito civil público foi aberto em setembro do ano passado após vir à tona que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro citaria em delação premiada na Operação Lava Jato o pagamento de propina de 3% do valor do empreendimento – que ficou em R$ 1,2 bilhão – a um dos principais auxiliares do tucano, o empresário Oswaldo Borges da Costa Filho.

A negociação da delação de Léo Pinheiro foi suspensa pela Procuradoria-Geral da República no ano passado após a revista Veja divulgar que o empreiteiro – condenado a 26 anos por corrupção e lavagem de dinheiro – teria citado o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

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