Na contramão dos exploradores da fé alheia, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deu um verdadeiro testemunho de cristianismo e respeito às crenças individuais. O mesmo presidente que sancionou a Lei Federal nº 12.025, em 3 de setembro de 2009, instituindo o Dia Nacional da Marcha para Jesus, recusou o convite para participar do evento, e o motivo é inspirador: não tirar proveito da celebração em ano político.
O presidente foi representado na 34ª Marcha para Jesus, realizada no Centro de São Paulo, nesta quinta-feira (4), pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. Por telefone, o presidente falou com Estevam Hernandes, organizador da Marcha, que aproveitou para agradecer ao presidente pela assinatura da Lei, e afirmou que não comparece a eventos do tipo em ano eleitoral para não fazer uso político de algo sagrado.
“Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, disse o presidente durante a ligação. O trecho do diálogo foi gravado e publicado nas redes sociais, rapidamente viralizando, pelo impacto da fala.
Enquanto o presidente Lula evitou fazer uso político do ato, que reuniu aproximadamente 33,8 mil participantes, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou o costumeiro tom eleitoral de sempre em seu discurso, além de pedir orações para seu pai e dizer que “o mal será expulso” do governo nas eleições deste ano.
A postura do senador contrasta com a de um político que prega “Deus, pátria e família” e que, como “cristão”, alem de induzir a erro as famílias cristãs menos esclarecidas, despreza a própria Bíblia que, ao contrario de amaldiçoá-las, manda orar pelas autoridades constituídas, dizendo que (…)Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Conforme registra Romanos 13:1.
Já o representante político da tão criticada esquerda evitou o tom político e disse ter sido orientado por Lula a não transformar a Marcha em um evento eleitoral. O advogado-geral da União afirmou que não se deve “antecipar o processo eleitoral” e que o presidente Lula pediu que ele apenas levasse seu “amor e respeito” ao povo evangélico.
As circunstâncias mostram de forma clara a diferença entre dizer e viver o Evangelho e usar a palavra de Deus como meio de persuasão.
Eleitos com o apoio de grande parte do eleitorado evangélico, os políticos da família Bolsonaro, a começar pelo patriarca, além de jamais pisarem num templo cristão fora de períodos eleitorais, nunca apresentaram propostas de melhoria ou valorização voltadas ao segmento, restando apenas o discurso vazio e o estímulo aos conflitos e à cegueira em nome da fé.
Vale o registro que em 2022 pelo resultado das eleições, não se sabe se pela gloria d’Ele que estava sendo dada não a Ele, mas a um mortal pecador, ou se por outra coisa, nem os tantos jejuns e nem as tantas orações para que Jair Bolsonaro (PL) fosse reeleito, foram recebidos pelo coração de Deus, que, como bem diz Daniel 2; 21 – já que se fala de povo de fé, (…) Ele remove os reis e estabelece os reis, optou por eleger Luiz Ignácio Lula da Silva (PT), presidente da Republica. Talvez por que, diferente do outro, esse último não tenta se passar por Ele. Vá saber.
Veja o vídeo:


PRIMEIRO TURNO – Vox: Lula avança 7,8 pontos em relação à pesquisa anterior sobre Flávio Bolsonaro

