Agenda reduzida, exames e procedimentos cirúrgicos, ajustes na alimentação, na rotina e no estilo de vida. Mas valeu a pena! A deputada federal e primeira-dama do município de Camaçari, Ivoneide Caetano (PT), anunciou, na manhã desta quarta-feira (6), uma importante notícia: a cura do aneurisma. A deputada havia divulgado, em setembro de 2025, o diagnóstico de aneurisma cerebral e o início do tratamento.
A divulgação aconteceu por meio de um vídeo, após uma breve pausa nas publicações e aparições nas redes sociais. “Eu estava no hospital, porque fiz o exame de controle do aneurisma. Aí vem a boa notícia: estou curadíssima!”, declarou. A deputada disse que agora vai intensificar sua mobilização rumo à campanha deste ano. “Pronta para enfrentar a luta, enfrentar a campanha este ano, pronta para andar pela Bahia, para reeleger o meu governador, Jerônimo Rodrigues, e o meu presidente, Lula”, afirmou.
Na oportunidade, Ivoneide reforçou a felicidade pela conclusão do tratamento e aproveitou para agradecer o apoio recebido nos últimos meses. “Estou extremamente feliz. Primeiro, agradecer a Deus por tudo que ele tem feito até aqui, na minha vida, nas nossas vidas; agradecer a vocês, meus amigos e minhas amigas, que oraram, que vibraram comigo”, comemorou.
A deputada federal não divulgou qual foi o procedimento adotado para o seu tratamento.
Diagnóstico
A deputada federal compartilhou, no dia 18 de setembro de 2025, com seus amigos e eleitores, a descoberta da doença em um exame de rotina. Na ocasião, ela informou que havia realizado uma avaliação especializada e feito um procedimento recente como tratamento preventivo.
Abalada pela notícia, ela detalhou as fases entre o diagnóstico e o início do tratamento, e anunciou uma pausa nas atividades parlamentares para focar em sua recuperação.
A descoberta do aneurisma causou uma redução imediata nas viagens e nos compromissos públicos da deputada, culminando em uma interrupção temporária.
Aneurisma cerebral
Os especialistas caracterizam o aneurisma cerebral como a dilatação da parede das artérias do cérebro, que pode se expandir, romper e levar à hemorragia cerebral. No entanto, nem todos os aneurismas causam hemorragia, nem todos se rompem; isso depende de avaliação e acompanhamento médicos, que determinam a melhor abordagem para cada caso.
O médico Dr. José Guilherme Caldas, neurorradiologista intervencionista do HCor – Beneficente Síria, aborda, em um artigo sobre o tema, que o tratamento pode acontecer por meio de duas técnicas (mais e menos invasivas).
A primeira, identificada como mais agressiva, consiste em abrir o crânio do paciente e colocar um clipe, que ele ilustra como “um pequeno pregador de roupa”. O clipe, com menos de 2 mm, fecha as paredes do aneurisma, permitindo que o fluxo sanguíneo seja preservado no interior da artéria, mas impedindo que ocorra uma ruptura.
A segunda é a técnica de embolização, um tratamento feito por dentro das artérias. Para isso, um pequeno cateter (um tubinho de apenas 0,9 mm) adentra o aneurisma e o preenche com pequenos fios de metal muito flexíveis. Nesse caso, o objetivo é que o sangue deixe de entrar no aneurisma, evitando que ele se rompa.

