Iniciada na última sexta-feira, 11, a greve dos trabalhadores dos Correios não tem previsão para encerrar. A informação é da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT).
Com a deflagração da greve, a prestação de serviços como a entrega de correspondências e a distribuição de encomendas pode sofrer atrasos e interrupções em todo o território nacional.
O que pede a categoria?
Entre as reivindicações dos trabalhadores está o plano de saúde, considerado pela categoria como direito essencial dos empregados, aposentados e suas famílias. A empresa chegou a oferece uma proposta nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mas foi rejeitado pela categoria
“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a federação.
Efetivo reduzido
A paralisação foi aprovada em vários estados do país, mas não se sabe quanto do efetivo deve manter as atividades normais. No sábado, 12, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a paralisação.
A medida abrange trabalhadores das unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal.
Entretanto, a empresa não aponta o impacto com as frentes de atuação do Correio com entregas em todo o país.
Confira os estados que aderiram à crise:
Acre
Alagoas
Amazonas
Amapá
Bahia
Campinas
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Juiz de Fora
Minas Gerais
Mato Grosso
Rondônia
Pará
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Paraná
Rio Grande do Norte
Roraima
Ribeirão Preto
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Sergipe
São José do Rio Preto
Santa Maria
Tocantins
Uberaba
Vale do Paraíba
Bauru e região
Maranhão
Mato Grosso do Sul
Rio de Janeiro
Santos e região
São Paulo
Impactos nas entregas
A empresa não informou, porém, se haverá alteração nos prazos de entrega ou quais regiões poderão ser mais afetadas pela paralisação. Segundo a estatal, a rede de agências permanece aberta ao público.
Como os Correios trabalham em várias frentes das entregas, para quem já tem uma encomenda em trânsito, a principal recomendação é acompanhar o código de rastreamento. O sistema permite verificar as movimentações do objeto e identificar em qual etapa do transporte ele se encontra.

